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Várzea Grande,29/08/2025

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Motorista que atropelou usuário de drogas várias vezes em Cuiabá vai a júri popular na segunda-feira

Crime ocorreu em outubro de 2023 após suposto furto de celular. Réu alega legítima defesa, mas imagens mostram atropelamento brutal e repetido.

MPMT
Motorista que atropelou usuário de drogas várias vezes em Cuiabá vai a júri popular na segunda-feira Motorista que atropelou usuário de drogas várias vezes em Cuiabá vai a júri popular na segunda-feira

Adir Antonio Warginhak será julgado pelo Tribunal do Júri na próxima segunda-feira (7), às 13h30, em Cuiabá, acusado de tentar matar um homem atropelando-o diversas vezes com um carro, após suposto furto de celular. O caso chocou a população pela brutalidade, captada por câmeras de segurança.

O crime ocorreu na madrugada de 7 de outubro de 2023, no bairro Popular, em Cuiabá. Segundo a acusação, Adir perseguiu e atropelou um homem que, segundo ele, teria furtado seu celular. A vítima, um usuário de drogas, estava apenas de bermuda e sem camisa no momento do crime.

As imagens de segurança mostram o momento em que a vítima caminha pela calçada, quando é violentamente atingida por um veículo Logan. O impacto é tão forte que o corpo da vítima é arremessado por vários metros. Em seguida, Adir retorna com o carro e passa por cima da vítima diversas vezes, indo para frente e dando ré de forma intencional. Tudo ocorreu em menos de um minuto.

Após o atropelamento, o motorista fugiu. Horas depois, voltou ao local e arremessou os tênis da vítima – um dentro de uma loja e outro para uma residência próxima. A vítima foi socorrida pelo Samu duas horas após o crime e levada em estado grave ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceu internada. Apesar das múltiplas fraturas e da gravidade dos ferimentos, o homem sobreviveu.

Adir permaneceu foragido por um mês e se entregou à polícia em 7 de novembro de 2023. Durante o depoimento, ele alegou ter agido por raiva, após uma briga com a vítima que, segundo ele, teria furtado o celular de dentro de seu carro. O acusado afirmou ainda que a vítima chegou a mordê-lo no braço durante a confusão e que encontrou o aparelho escondido nas partes íntimas do rapaz.

Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil confirmou que a vítima não possuía antecedentes criminais. Já Adir, segundo os registros, tem passagem anterior por roubo.

Agora, o réu enfrentará o Tribunal do Júri para responder por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes que podem pesar na pena, como motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento está marcado para o dia 7 de julho, às 13h30, no Fórum de Cuiabá, e será aberto ao público. O caso reacende o debate sobre os limites da legítima defesa e o uso desproporcional da força por cidadãos que tentam fazer “justiça com as próprias mãos”.




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