Wellington Fagundes rejeita expulsão de prefeitos do PL que apoiam Pivetta: “Liberdade plena”
Senador diz que filiados devem ter direito de manifestar suas posições políticas; 133 dos 142 prefeitos de MT assinaram carta em apoio à reeleição do governador
Wellington Fagundes rejeita expulsão de prefeitos do PL que apoiam Pivetta: “Liberdade plena” MATO GROSSO — O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou nesta terça-feira (25) que não defende a expulsão de prefeitos do partido que decidiram apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pela reeleição.
A declaração ocorre em meio a um movimento político que expôs divergências dentro de partidos que integram a base de apoio à candidatura de Wellington. Na semana passada, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso assinaram uma carta declarando apoio à reeleição de Pivetta.
Entre os gestores que aderiram ao documento estão prefeitos ligados a partidos que fazem parte da aliança política de Wellington, incluindo integrantes do PL e do MDB.
Questionado sobre a possibilidade de punição ou expulsão de integrantes do PL que apoiam o governador, Wellington afirmou ser contrário à medida e defendeu a liberdade de manifestação política dos filiados.
“Não defendo isso. Acredito que não. Todo mundo tem que ter liberdade. Por isso que queremos a eleição do Flávio Bolsonaro. Para resgatar o direito de todos irem e virem. Para que a liberdade seja plena”, declarou o senador.
Prefeitos dividem apoio entre candidatos
A manifestação de Wellington ocorre em um cenário no qual prefeitos de Mato Grosso passaram a demonstrar diferentes posicionamentos em relação à eleição para o Governo do Estado.
Embora a carta tenha reunido uma ampla maioria dos prefeitos em apoio a Pivetta, nem todos os gestores declararam apoio formal ao governador.
A adesão de prefeitos ligados ao próprio grupo político de Wellington ganhou destaque por ocorrer antes mesmo da consolidação do período eleitoral.
O movimento também evidencia a importância dos prefeitos na construção das campanhas estaduais, especialmente pela influência política e capacidade de articulação que possuem em seus municípios.
Prefeito de Campo Novo deixou o PL
Um dos casos mais recentes foi o do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia.
O gestor anunciou sua desfiliação do PL depois de declarar apoio à candidatura de Pivetta. Piaia também afirmou que pretende atuar na coordenação da campanha do governador na região.
A saída ocorreu em meio à discussão sobre a posição dos prefeitos do partido e a liberdade de cada integrante para apoiar candidatos diferentes daqueles defendidos pela direção partidária.
Apesar da divergência, Wellington afirmou que não pretende adotar uma postura de confronto com os prefeitos.
Abilio Brunini mantém neutralidade
Outro nome do PL citado no cenário é o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
O gestor participou de uma partida de futebol com Pivetta durante uma agenda do governador na Capital no fim de semana.
Abilio, entretanto, não declarou apoio formal ao governador e mantém uma postura de neutralidade em relação à disputa pelo Palácio Paiaguás.
A aproximação pública entre os dois políticos, porém, chamou atenção justamente pelo fato de Abilio ser um dos principais nomes do PL em Mato Grosso e integrar o grupo político ligado ao senador Wellington Fagundes.
Wellington diz que não trata adversários como inimigos
Apesar das movimentações de prefeitos e das divergências dentro de partidos aliados, Wellington afirmou que pretende manter uma campanha baseada no respeito aos demais candidatos.
O senador declarou estar preparado para a disputa e disse não considerar os concorrentes como inimigos políticos.
“Estou pronto, preparado, energizado para fazer uma campanha altiva, com respeito a todos. E eu não elejo adversários como o atual governador está fazendo. Eu tenho concorrentes”, afirmou.
Na sequência, Wellington destacou que procura manter relações políticas independentemente das disputas eleitorais.
“Desafio alguém dizer que o Wellington tem um inimigo. Sempre construí amigos. E, principalmente, respeitando, inclusive, o adversário. Por isso eu tenho tranquilidade”, completou.
Disputa pelo Governo ganha novos contornos
A posição dos prefeitos passou a ser um dos elementos relevantes da disputa pelo Governo de Mato Grosso.
De um lado, Pivetta busca consolidar sua candidatura à reeleição e tem recebido manifestações de apoio de grande parte dos prefeitos do Estado.
Do outro, Wellington Fagundes tenta ampliar sua base política e manter unidos os partidos e lideranças que integram seu grupo eleitoral.
A situação se torna ainda mais complexa porque prefeitos, mesmo pertencendo formalmente a partidos que apoiam determinado candidato, podem manifestar preferência pessoal por outro nome, desde que respeitadas as regras partidárias e eleitorais.
Ao rejeitar a possibilidade de expulsão de prefeitos do PL que apoiam Pivetta, Wellington opta por um discurso de liberdade de manifestação e evita transformar as divergências internas em uma crise pública dentro da legenda.
Cenário eleitoral ainda está em construção
A eleição para o Governo de Mato Grosso ainda está em fase de construção de alianças e definição das estratégias dos principais candidatos.
Além das manifestações de apoio de prefeitos, pesquisas eleitorais recentes passaram a mostrar uma disputa mais equilibrada entre Pivetta e Wellington.
O governador apareceu numericamente à frente do senador em levantamento divulgado nesta semana pelo Paraná Pesquisas, com 39% das intenções de voto contra 35% de Wellington, em pesquisa estimulada.
Os números, entretanto, representam apenas o cenário no momento da realização das entrevistas e podem sofrer alterações ao longo da campanha.
Enquanto Pivetta procura ampliar o apoio de prefeitos e lideranças municipais, Wellington trabalha para consolidar sua candidatura e fortalecer sua aliança política.
A disputa deverá ganhar intensidade nos próximos meses, especialmente com o avanço das articulações partidárias e a definição das chapas que estarão efetivamente nas urnas.
Fonte: MidiaNews




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