Alunos da EMEB Ângela Jardim Botelho transformam sonhos em histórias por meio da leitura
Projeto literário leva estudantes do 4º ano a desenvolver criatividade, escrita e expressão socioemocional a partir da obra “A Menina e o Vestido de Sonhos”
Alunos da EMEB Ângela Jardim Botelho transformam sonhos em histórias por meio da leitura Da Redação | Várzea Grande Livre
A leitura ganhou um significado especial para os alunos do 4º ano B da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ângela Jardim Botelho, em Várzea Grande. A partir da obra paradidática A Menina e o Vestido de Sonhos, do escritor Alexandre Rampazo, os estudantes foram convidados a mergulhar no universo da literatura e, ao mesmo tempo, transformar seus próprios sonhos em histórias, desenhos e produções criativas.
A atividade teve como proposta trabalhar não apenas a leitura e a escrita, mas também a capacidade dos estudantes de expressarem sentimentos, desejos e projetos para o futuro.
A experiência transformou a sala de aula em um espaço de imaginação e criação, aproximando os alunos da literatura de maneira participativa e significativa.
Da leitura à criação
Durante a atividade, os estudantes participaram da leitura da obra em voz alta, conduzida pela professora Alessandra Auxiliadora de Oliveira.
Depois de conhecerem a história, os alunos receberam o desafio de deixar de ser apenas leitores para assumir também o papel de autores.
A proposta consistiu em representar os próprios sonhos utilizando diferentes recursos, como desenhos, colagens, palavras, imagens de pessoas importantes e lugares relacionados aos desejos e projetos de cada estudante.
As produções individuais foram posteriormente reunidas em um grande painel coletivo em formato de nuvem.
O resultado foi um espaço visual que reuniu diferentes sonhos e perspectivas de futuro dentro da própria escola.
Literatura como ferramenta de desenvolvimento
A iniciativa mostrou aos estudantes que a literatura pode ir além da interpretação de textos e das atividades tradicionais de sala de aula.
Ao relacionar a história apresentada no livro com suas próprias experiências e expectativas, os alunos tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades relacionadas à comunicação, criatividade e expressão de sentimentos.
A diretora da EMEB Ângela Jardim Botelho, Meire Aparecida Carnelutti, destacou que a atividade criou um ambiente propício para a criatividade e para o desenvolvimento dos estudantes.
“Ao criarem narrativas inspiradas na obra literária, os alunos exercitam o vocabulário, a criatividade e a expressão socioemocional, ao traduzirem seus sentimentos e sonhos para o futuro.”
Segundo a diretora, o objetivo é fazer com que os estudantes percebam a leitura não apenas como uma obrigação escolar, mas como uma oportunidade de descoberta e aprendizado.
“A proposta da leitura literária é justamente incentivar os alunos a ler, não apenas como uma obrigação, mas como um desejo de aprender cada vez mais”, afirmou.
Incentivo à leitura faz parte da rotina
De acordo com a direção da unidade, o incentivo à leitura não se limita a projetos pontuais.
A escola mantém atividades permanentes voltadas ao desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e interpretação.
Entre as práticas realizadas diariamente estão momentos de acolhida, oração, exploração do calendário, reflexão fonológica, construção de bancos de palavras, atividades de escrita e trabalhos envolvendo diferentes gêneros textuais.
A proposta é criar uma rotina em que os estudantes tenham contato constante com a linguagem e possam ampliar gradualmente suas competências.
Sonhos transformados em aprendizado
O trabalho realizado pelos alunos também possibilitou que cada criança encontrasse uma maneira própria de falar sobre aquilo que deseja para o futuro.
Ao utilizar imagens, palavras e desenhos, os estudantes puderam expressar sentimentos e expectativas que nem sempre são facilmente colocados em palavras.
O painel coletivo passou a representar não apenas uma atividade escolar, mas também a diversidade de sonhos existentes dentro da turma.
A experiência reforça a importância de práticas pedagógicas que unem conteúdo curricular e desenvolvimento socioemocional.
Escola como espaço de imaginação
A atividade desenvolvida na EMEB Ângela Jardim Botelho demonstra como a literatura pode ser utilizada como ponto de partida para diferentes experiências pedagógicas.
Uma história pode estimular a leitura, mas também abrir espaço para debates, produção textual, artes visuais, expressão emocional e reflexão sobre o futuro.
Nesse sentido, a proposta desenvolvida com os alunos do 4º ano B transformou uma obra literária em uma experiência coletiva de criação.
Ao final, cada estudante deixou sua contribuição para a construção de uma grande “nuvem de sonhos”, mostrando que aprender também pode significar imaginar possibilidades e acreditar que elas podem ser transformadas em realidade.
📚 Educação que incentiva sonhos
Mais do que desenvolver habilidades de leitura e escrita, iniciativas como essa ajudam a aproximar os estudantes dos livros e demonstram que a escola pode ser um ambiente de criatividade, descoberta e expressão.
Ao incentivar crianças a ler, escrever, desenhar e falar sobre seus sonhos, a escola contribui para a formação de estudantes mais participativos, criativos e capazes de reconhecer suas próprias potencialidades.
A experiência da EMEB Ângela Jardim Botelho reforça, assim, o papel da literatura como instrumento de aprendizagem e desenvolvimento integral.




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