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Várzea Grande,06/08/2026

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Josevan Santos é absolvido pelo Coren-MT em processo ético após denúncia envolvendo foto da própria filha

Defesa demonstrou que imagem apontada na denúncia retratava a filha recém-nascida do profissional durante internação hospitalar; plenário decidiu pela absolvição

Redação
Josevan Santos é absolvido pelo Coren-MT em processo ético após denúncia envolvendo foto da própria filha Josevan Santos é absolvido pelo Coren-MT em processo ético após denúncia envolvendo foto da própria filha

O técnico de enfermagem Josevan Santos foi absolvido pelo plenário do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) em processo ético que apurava uma suposta exposição indevida de paciente por meio das redes sociais.

Durante a instrução processual e o julgamento, a defesa demonstrou que a pessoa retratada na fotografia que originou a denúncia não era uma paciente sob os cuidados do profissional, mas sim sua própria filha, que na época era recém-nascida e estava internada em uma unidade hospitalar.

A constatação foi considerada um dos principais elementos para o desfecho do caso, uma vez que a acusação inicial partia do pressuposto de que Josevan teria divulgado a imagem de uma paciente, o que poderia configurar infração ética relacionada ao sigilo e à exposição indevida de pessoas atendidas em serviços de saúde.

Defesa desmontou acusação

A advogada Patricia Matos, responsável pela defesa do profissional, sustentou durante o julgamento que a denúncia foi apresentada sem a devida verificação dos fatos e sem elementos que comprovassem a existência de qualquer infração ética.

Segundo a defesa, bastaria uma análise mais aprofundada para constatar que a criança fotografada era filha biológica de Josevan Santos e que a imagem fazia parte de um registro familiar realizado durante um momento delicado vivido pela família.

A defesa argumentou ainda que não houve quebra de sigilo profissional, exposição de paciente ou qualquer conduta incompatível com o exercício da enfermagem.

Durante sua manifestação, Patricia Matos chamou a atenção para a necessidade de maior rigor na análise preliminar das denúncias encaminhadas aos conselhos profissionais.

"Processos éticos possuem impacto direto na vida profissional e pessoal dos trabalhadores. Por isso, é fundamental que existam elementos mínimos capazes de demonstrar uma possível infração antes da instauração de procedimentos dessa natureza", defendeu.

Absolvição por falta de infração ética

Após analisar os documentos, as provas juntadas aos autos e os argumentos apresentados pela defesa, o plenário do Coren-MT decidiu pela absolvição do profissional.

A decisão reconheceu que não havia elementos que sustentassem a acusação de exposição indevida de paciente, uma vez que a fotografia se referia à própria filha do técnico de enfermagem.

O resultado encerra um processo que gerou preocupação ao profissional e seus familiares, especialmente diante da gravidade das acusações inicialmente apresentadas.

Novo processo ainda será analisado

Josevan Santos ainda responde a outro processo ético que tramita no Coren-MT.

O novo procedimento está relacionado a manifestações feitas pelo profissional em redes sociais envolvendo opiniões sobre a atual gestão da autarquia.

Mesmo diante da nova apuração, Josevan afirma estar tranquilo e confiante no trabalho desenvolvido por sua defesa.

Segundo ele, os fatos serão esclarecidos no momento oportuno e dentro das garantias previstas pelo devido processo legal.

Confiança na defesa

Após o julgamento, Josevan agradeceu o trabalho realizado pela advogada Patricia Matos, destacando sua atuação técnica e jurídica durante todo o processo.

Para o profissional, a absolvição demonstra que a verdade dos fatos prevaleceu após a análise detalhada das provas apresentadas.

"Desde o início sabíamos que não havia qualquer infração ética. A fotografia era da minha própria filha durante um momento difícil para nossa família. A doutora Patricia Matos realizou um trabalho extremamente técnico e competente, demonstrando a realidade dos fatos e garantindo meu direito à ampla defesa", afirmou.

A decisão representa uma importante vitória para o técnico de enfermagem, que continua exercendo sua profissão e participando ativamente dos debates relacionados à enfermagem em Mato Grosso.




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