STJ nega habeas corpus e mantém presa ex-servidora acusada de vazar dados a facção em Mato Grosso
Decisão aponta ausência de ilegalidade na prisão preventiva e mantém investigação sobre acesso indevido a sistema do Ministério Público
STJ nega habeas corpus e mantém presa ex-servidora acusada de vazar dados a facção em Mato Grosso O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter presa a ex-servidora da Promotoria de Justiça de Itaúba, Kátia de Jesus Sanches, acusada de acessar informações sigilosas e repassá-las a um integrante de facção criminosa. A decisão foi proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik e publicada nesta terça-feira (24), afastando, neste momento, a possibilidade de soltura.
📌 Decisão do STJ mantém prisão
Ao analisar o pedido de habeas corpus, o ministro entendeu que não há indícios claros de ilegalidade na prisão preventiva da investigada.
Segundo a decisão, não foi possível identificar, em análise inicial, qualquer “constrangimento ilegal” que justificasse a revogação da custódia.
O magistrado destacou ainda a ausência dos requisitos necessários para concessão de medida urgente, mantendo o entendimento de que a prisão segue fundamentada.
📌 Acusação envolve vazamento de informações sigilosas
De acordo com o Ministério Público Estadual, Kátia Sanches teria acessado, de forma indevida, dados sigilosos relacionados à Operação Garateia, utilizando login e senha institucionais.
As informações teriam sido repassadas a Jeferson Marques Grequi, conhecido como “Stuart” ou “Nenén”, apontado como integrante de organização criminosa.
O acesso ocorreu dias antes da deflagração da operação policial, o que, segundo a investigação, poderia comprometer a eficácia das ações.
📌 Defesa alegou ilegalidades
A defesa da ex-servidora sustentou diversos pontos no pedido de habeas corpus:
- Falta de fundamentação concreta da prisão
- Ausência de dolo específico
- Atipicidade da conduta
- Inexistência de risco atual, já que ela foi exonerada do cargo
Também foi solicitado que a prisão preventiva fosse substituída por prisão domiciliar, considerando que Kátia é mãe de três filhos menores de 12 anos.
📌 Justiça rejeita prisão domiciliar
O ministro rejeitou o pedido, afirmando que a condição de mãe não garante automaticamente o direito à prisão domiciliar.
Segundo o entendimento, é necessário comprovar a imprescindibilidade da presença materna, o que não foi demonstrado no processo.

📌 Operação Garateia: combate ao crime organizado
A investigação está ligada à Operação Garateia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, que teve como foco desarticular uma facção criminosa envolvida em:
- Tráfico de drogas
- Lavagem de dinheiro
- Organização criminosa
A operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e cumpriu dezenas de mandados judiciais em diversas cidades, incluindo Sinop, Tapurah, Cláudia, Lucas do Rio Verde e até Teresina.
As investigações começaram após a prisão de um suspeito com drogas, armas e munições, o que levou ao desdobramento de uma rede criminosa estruturada.
📌 Risco à ordem pública e à investigação
Para o STJ, a manutenção da prisão preventiva se justifica diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública e à instrução criminal.
A suspeita de vazamento de informações sigilosas é considerada grave, especialmente por envolver possível colaboração com organização criminosa.
⚖️ Conclusão
A decisão do STJ reforça o rigor do Judiciário em casos que envolvem acesso indevido a informações sensíveis e possível ligação com o crime organizado.
O processo segue em andamento, e o caso ainda será analisado de forma mais aprofundada nas instâncias competentes.
Enquanto isso, a ex-servidora permanece presa, à disposição da Justiça.
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