Gisela Simona é confirmada como candidata a vice na chapa de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso
Após a saída de Fábio Garcia da disputa pela vice, governador Otaviano Pivetta escolhe a deputada federal Gisela Simona para compor a chapa que buscará a reeleição em 2026
Gisela Simona é confirmada como candidata a vice na chapa de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso DA REDAÇÃO | VÁRZEA GRANDE LIVRE
O cenário eleitoral de Mato Grosso sofreu uma nova reviravolta nesta semana. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou a deputada federal Gisela Simona (União Brasil) como candidata a vice-governadora em sua chapa para a disputa pelo Governo do Estado nas eleições de 2026.
A escolha foi anunciada na noite de terça-feira (11), poucas horas depois de Fábio Garcia (União Brasil) comunicar sua desistência da candidatura a vice para concentrar esforços na disputa pela reeleição à Câmara dos Deputados. Com a mudança, Pivetta decidiu manter a vaga dentro do União Brasil e escolheu Gisela para ocupar o posto.
A definição altera novamente o desenho da chapa governista e coloca Gisela Simona no centro das articulações políticas para a eleição estadual.
Reviravolta aconteceu após saída de Fábio Garcia
Até poucos dias atrás, o nome escolhido por Pivetta para ocupar a vice era o deputado federal Fábio Garcia. A decisão chegou a ser anunciada publicamente e dava ao grupo governista uma composição com dois nomes do União Brasil na chapa majoritária.
Entretanto, Garcia decidiu abrir mão da candidatura a vice e retornar à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A mudança obrigou o grupo político a buscar rapidamente uma alternativa. Segundo as informações divulgadas após o anúncio, Pivetta optou por preservar o acordo político com o União Brasil e indicou Gisela Simona.
A escolha também representa uma mudança significativa no perfil da chapa.
Gisela é uma mulher, advogada, servidora pública e política com trajetória ligada à defesa do consumidor e atuação política em Cuiabá e na Baixada Cuiabana. Ela ganhou projeção estadual principalmente durante o período em que comandou o Procon-MT.
Gisela Simona ganha protagonismo na disputa de 2026
A entrada de Gisela na chapa coloca uma das principais lideranças femininas do União Brasil em uma posição estratégica na corrida pelo Palácio Paiaguás.
Após ser anunciada, a parlamentar afirmou que aceitou o convite para integrar a chapa de Pivetta.
Entre os pontos destacados por Gisela está a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão política.
Em declaração após a escolha, ela ressaltou que as mulheres representam 54% do eleitorado de Mato Grosso e defendeu maior presença feminina nos espaços de poder, além de políticas específicas para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
A posição pode ser um dos elementos utilizados pela campanha para ampliar a identificação da chapa com o eleitorado feminino.
Uma escolha que também conversa com a Baixada Cuiabana
Outro fator político importante na escolha de Gisela é sua relação histórica com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.
O perfil da parlamentar vinha sendo apontado anteriormente como uma possibilidade para a composição justamente por reunir características consideradas estratégicas para uma chapa majoritária: mulher, liderança política, atuação na capital e presença no eleitorado da região metropolitana.
A escolha, portanto, não ocorre apenas pela necessidade de substituir Fábio Garcia.
Politicamente, Gisela pode representar uma tentativa de ampliar a capilaridade da candidatura de Pivetta em uma das regiões mais importantes do Estado.
A Baixada Cuiabana concentra um dos maiores contingentes eleitorais de Mato Grosso e terá peso significativo na disputa pelo Governo do Estado.
De rumores a candidata oficial
A trajetória até o anúncio desta semana também chama atenção.
Meses antes da confirmação, o nome de Gisela já circulava nos bastidores como uma possível opção para a vice de Pivetta. Na ocasião, porém, a própria parlamentar havia negado que tivesse recebido convite formal para integrar a chapa.
O cenário mudou posteriormente.
Com a saída de Fábio Garcia, as articulações foram retomadas e Gisela acabou sendo escolhida.
A mudança demonstra a velocidade com que as alianças eleitorais podem ser redesenhadas às vésperas do período de convenções e consolidação das chapas.
O que muda para Pivetta
Para Otaviano Pivetta, a escolha de Gisela representa uma tentativa de manter a aliança com o União Brasil e, ao mesmo tempo, incorporar uma liderança feminina à chapa.
A composição também ganha um novo componente político: a possibilidade de dialogar diretamente com segmentos do eleitorado que possuem forte presença na Baixada Cuiabana e com pautas relacionadas à defesa dos consumidores, direitos das mulheres e políticas sociais.
A escolha ocorre em um momento de intensa movimentação entre os grupos que pretendem disputar o Governo de Mato Grosso.
O próprio cenário eleitoral sofreu alterações recentes com o anúncio do Podemos de que terá candidatura própria ao Governo do Estado, aumentando a fragmentação da disputa.
Quem é Gisela Simona
Gisela Simona Viana de Souza é advogada, servidora pública e política mato-grossense. Ela ganhou notoriedade estadual durante sua atuação no Procon-MT, onde exerceu o cargo de superintendente.
Sua trajetória política começou a ganhar maior projeção nas eleições de 2018, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em 2020, concorreu à Prefeitura de Cuiabá e terminou a disputa em terceiro lugar, com mais de 52 mil votos.
Já nas eleições de 2022, foi candidata a deputada federal pelo União Brasil e ficou na primeira suplência. Posteriormente, assumiu o mandato na Câmara dos Deputados.
A experiência eleitoral acumulada e sua atuação política na capital ajudaram a consolidar seu nome dentro do cenário político mato-grossense.
A força política da nova composição
A confirmação de Gisela também pode provocar novas movimentações dentro do União Brasil e entre os partidos que integram ou negociam apoio ao grupo de Pivetta.
A candidatura passa a reunir Otaviano Pivetta na cabeça de chapa e Gisela Simona como vice, numa composição que combina a experiência política e administrativa do governador com a atuação parlamentar e a presença regional da deputada.
Ainda será necessário aguardar o processo formal das convenções partidárias e os demais passos do calendário eleitoral para que a composição seja definitivamente registrada perante a Justiça Eleitoral.
Isso significa que, embora o anúncio político esteja feito, a formalização eleitoral da candidatura seguirá as regras e os prazos estabelecidos para as eleições de 2026.
A eleição começa a ganhar novo desenho
A definição de Gisela Simona como vice é mais um capítulo de uma eleição que promete ser marcada por intensas negociações.
A escolha ocorre depois de uma sequência de mudanças na composição governista. Primeiro, Fábio Garcia foi anunciado como vice. Depois, decidiu deixar a disputa pela vaga e concentrar sua estratégia na Câmara Federal. Na sequência, Gisela foi escolhida para ocupar o espaço.
O movimento mostra que a construção das chapas majoritárias ainda está em pleno processo de consolidação.
Com Gisela, Pivetta passa a contar com uma candidata a vice que possui trajetória própria, conhecimento da Baixada Cuiabana e experiência na política estadual e federal.
A partir de agora, o desafio será transformar a composição política em uma candidatura competitiva nas urnas.
E, sobretudo, convencer o eleitor mato-grossense de que a dupla Pivetta-Gisela representa o projeto que deve comandar Mato Grosso pelos próximos quatro anos.
O que vem pela frente
Com a nova composição anunciada, os próximos passos serão acompanhados de perto pela classe política e pelos eleitores.
Além da definição dos demais integrantes das chapas, os partidos precisarão consolidar alianças, definir estratégias eleitorais e apresentar oficialmente suas candidaturas dentro do calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A confirmação de Gisela Simona, portanto, não encerra a movimentação política em torno da candidatura de Pivetta.
Ao contrário: abre uma nova fase da disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.




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