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Várzea Grande,06/08/2026

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Operação Jogo Sujo: produtor de vídeos é preso suspeito de aliciar adolescentes com promessa de vagas em times de futebol em Várzea Grande

Investigação da Polícia Civil aponta que suspeito oferecia dinheiro e oportunidades em equipes de futebol amador para convencer vítimas a manter relações sexuais; celulares foram apreendidos e passarão por perícia

Redação
Operação Jogo Sujo: produtor de vídeos é preso suspeito de aliciar adolescentes com promessa de vagas em times de futebol em Várzea Grande Operação Jogo Sujo: produtor de vídeos é preso suspeito de aliciar adolescentes com promessa de vagas em times de futebol em Várzea Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quarta-feira (5), o produtor de vídeos Luis Felipe de Oliveira da Silva, de 23 anos, durante a Operação Jogo Sujo, deflagrada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande. O jovem é investigado por suspeita de aliciar adolescentes para a prática de atos sexuais mediante pagamento em dinheiro e promessas de vagas em equipes de futebol amador.

A operação foi realizada após meses de investigação conduzida pela unidade especializada, que apura denúncias envolvendo a exploração e o aliciamento de menores de idade no município. Além do mandado de prisão, os policiais cumpriram ordens de busca e apreensão na residência do investigado, onde foram recolhidos aparelhos eletrônicos que poderão auxiliar no avanço das investigações.

O caso gerou forte repercussão em Várzea Grande e acendeu um alerta sobre possíveis práticas criminosas envolvendo adolescentes e atividades esportivas utilizadas como forma de aproximação das vítimas.

Investigação começou após denúncia anônima

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação teve início após o recebimento de uma denúncia anônima relatando que adolescentes estariam sendo aliciadas pelo suspeito.

A partir das informações recebidas, os investigadores iniciaram diligências para verificar a procedência das acusações e identificar a dinâmica dos fatos.

Durante a apuração, foram reunidos elementos que indicariam a existência de um esquema de aproximação de adolescentes por meio da oferta de benefícios financeiros e promessas ligadas ao futebol amador.

Segundo a polícia, as vítimas eram convencidas a manter relações sexuais em troca de dinheiro e da possibilidade de ingressar em equipes esportivas da região.

Promessas envolviam vagas em times amadores

Conforme as investigações, Luis Felipe utilizaria sua influência e contatos em equipes de futebol amador para atrair adolescentes interessadas em participar de competições esportivas.

A principal área de atuação identificada pelos investigadores estaria concentrada na região do bairro Residencial José Carlos Guimarães, em Várzea Grande.

A suspeita é de que o investigado utilizasse a promessa de inclusão em times amadores como mecanismo para conquistar a confiança das vítimas e facilitar a prática dos crimes.

A Polícia Civil ainda trabalha para identificar o número exato de adolescentes que possam ter sido abordadas ou vítimas do esquema.

Celulares apreendidos serão periciados

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os investigadores apreenderam aparelhos celulares pertencentes ao suspeito.

Os dispositivos serão encaminhados para perícia técnica especializada.

Segundo a Polícia Civil, existe a suspeita de que os equipamentos possam conter arquivos relevantes para a investigação, incluindo conversas, fotografias, vídeos e outros materiais digitais.

Os investigadores apuram ainda a possibilidade de existência de imagens de nudez e registros de atos sexuais envolvendo crianças e adolescentes.

Caso sejam encontradas evidências desse tipo de conteúdo, novas acusações poderão ser incorporadas ao inquérito policial.

Operação foi autorizada pela Justiça

As medidas judiciais foram autorizadas pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Várzea Grande.

A decisão permitiu tanto a prisão do investigado quanto a realização das buscas necessárias para a coleta de provas.

A operação contou com a participação de equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas, com apoio operacional da Coordenadoria de Apoio Logístico e Operacional (Core) da Polícia Civil.

As diligências ocorreram simultaneamente para evitar a destruição de provas e garantir o cumprimento das ordens judiciais.

Polícia busca identificar novas vítimas

Com a prisão do investigado, a Polícia Civil espera avançar na identificação de possíveis novas vítimas e esclarecer completamente a extensão dos fatos apurados.

Os investigadores não descartam que outras adolescentes possam ter sido abordadas utilizando o mesmo método descrito na investigação.

Por esse motivo, a delegacia orienta que eventuais vítimas ou familiares procurem as autoridades policiais para contribuir com o inquérito.

As informações fornecidas poderão ser fundamentais para a conclusão das investigações e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

Crimes contra crianças e adolescentes têm agravantes previstas em lei

A legislação brasileira prevê penas severas para crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Dependendo do resultado das investigações e das provas reunidas pela Polícia Civil, o suspeito poderá responder por diferentes crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal Brasileiro.

A eventual confirmação de produção, armazenamento ou compartilhamento de material envolvendo menores também poderá resultar em novas imputações criminais.

Por esse motivo, a análise dos aparelhos apreendidos é considerada uma etapa fundamental para o andamento do caso.

Investigações continuam

Apesar da prisão realizada nesta quarta-feira, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.

A perícia dos equipamentos eletrônicos, a coleta de novos depoimentos e a análise dos elementos reunidos durante a Operação Jogo Sujo deverão auxiliar na definição das próximas medidas adotadas pela autoridade policial.

O caso continua sob sigilo para preservar as vítimas e garantir a efetividade das investigações.







































As autoridades reforçam que denúncias envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais de segurança pública e proteção à infância.




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