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Várzea Grande,06/08/2026

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Max Russi confirma apoio do Podemos à reeleição de Pivetta após dias de articulação e disputa nos bastidores

Decisão encerra impasse dentro do partido, fortalece projeto do Republicanos para 2026 e frustra planos de Wellington Fagundes de ampliar aliança com o Podemos

Redação
Max Russi confirma apoio do Podemos à reeleição de Pivetta após dias de articulação e disputa nos bastidores Max Russi confirma apoio do Podemos à reeleição de Pivetta após dias de articulação e disputa nos bastidores

Após dias marcados por intensas negociações, reuniões reservadas e especulações sobre o futuro político do Podemos em Mato Grosso, o presidente estadual da legenda, deputado Max Russi, confirmou nesta quarta-feira (5) o apoio do partido à candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A decisão coloca fim a um dos principais impasses das articulações para as eleições de 2026 e fortalece o grupo político atualmente instalado no Palácio Paiaguás.

O anúncio foi feito após a realização da convenção estadual do partido e representa uma importante vitória para o projeto de continuidade da atual gestão estadual. Nos últimos dias, o Podemos esteve no centro das atenções diante da possibilidade de integrar a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), principal nome da oposição na corrida pelo Governo do Estado.

Segundo Max Russi, a definição ocorreu após uma ampla consulta às lideranças partidárias de todas as regiões de Mato Grosso, incluindo prefeitos, vereadores, candidatos proporcionais, convencionais e dirigentes municipais.

“Eu sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos e, respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”, afirmou.

Decisão encerra período de incerteza

Nas últimas semanas, o Podemos se tornou peça estratégica no xadrez político mato-grossense.

Com forte presença municipalista e influência em diversas regiões do Estado, a legenda era considerada fundamental para qualquer projeto competitivo ao Governo de Mato Grosso.

A indefinição sobre qual caminho o partido seguiria gerou uma intensa disputa entre os grupos liderados por Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes.

Enquanto o Republicanos buscava consolidar a base governista, o PL via no Podemos uma oportunidade de ampliar sua capilaridade política e fortalecer sua chapa majoritária.

O anúncio realizado por Max Russi encerra esse período de incertezas e define oficialmente o posicionamento do partido para a disputa estadual.

Relação construída ao longo dos anos

Ao justificar a escolha, Max Russi destacou que o apoio ao governador não foi motivado apenas pelo cenário eleitoral atual, mas por uma relação política construída ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, existe alinhamento entre o Podemos e o projeto defendido por Pivetta para o desenvolvimento de Mato Grosso.

“Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando no futuro do Estado, na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”, declarou.

A fala reforça a estratégia do grupo governista de apresentar a eleição de 2026 como uma continuidade das políticas implementadas durante a gestão de Mauro Mendes e da atual administração estadual.

Reviravolta após aproximação com Wellington

A decisão anunciada nesta quarta-feira chama atenção porque contrasta com os movimentos realizados pelo próprio Max Russi nos dias anteriores.

Na terça-feira (4), o deputado participou de duas reuniões com o senador Wellington Fagundes, uma delas durante um almoço e outra realizada à noite, antes e depois da convenção do Podemos.

As conversas alimentaram especulações de que o partido poderia migrar para a base oposicionista.

Naquele momento, Wellington chegou a aceitar a indicação do empresário Elson Ramos para ocupar a vaga de vice-governador em sua chapa. O nome havia sido apresentado diretamente por Max Russi durante as negociações.

A movimentação indicava um possível avanço das tratativas entre os dois grupos.

No entanto, menos de 24 horas depois, o cenário mudou completamente com o anúncio oficial do apoio a Otaviano Pivetta.

Decisão evita divisão interna

Nos bastidores políticos, lideranças do Podemos avaliavam que uma eventual aliança com Wellington Fagundes poderia provocar desgastes e até mesmo um racha interno dentro da legenda.

Isso porque importantes nomes do partido já haviam manifestado preferência pelo projeto de reeleição de Pivetta.

Entre eles estão o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, pré-candidato a deputado federal, e o deputado estadual Beto Dois a Um.

Ambos já vinham declarando apoio ao governador e mantêm forte proximidade com o grupo político liderado por Mauro Mendes.

No caso de Neri Geller, aliados afirmam que sua filiação ao Podemos ocorreu sob o compromisso de apoio à candidatura de Pivetta.

Já Beto Dois a Um possui uma relação política consolidada com o governador e também com Mauro Mendes, tendo atuado como secretário durante a gestão do ex-governador na Prefeitura de Cuiabá.

A adesão oficial do partido ao projeto governista evita conflitos internos e preserva a unidade da legenda para a campanha eleitoral.

Liberdade para posições divergentes

Apesar da decisão majoritária, Max Russi afirmou que o partido adotará uma postura flexível em relação às lideranças que desejarem seguir outro caminho na disputa majoritária.

Segundo ele, prefeitos, vereadores, candidatos e dirigentes terão liberdade para apoiar candidaturas diferentes caso considerem mais adequado para suas realidades locais.

“Definimos o caminho do partido, mas também respeitamos as posições divergentes. Quem tiver outro entendimento terá liberdade para fazer sua escolha. O Podemos segue unido no propósito de fortalecer suas chapas proporcionais e trabalhar por Mato Grosso”, explicou.

A medida busca evitar conflitos internos e garantir que a legenda mantenha sua estrutura unificada mesmo diante de diferentes posicionamentos regionais.

Pivetta amplia base de apoio

A entrada oficial do Podemos na coligação representa um importante reforço para a pré-campanha de Otaviano Pivetta.

Além de ampliar sua presença nos municípios, o governador passa a contar com uma estrutura partidária relevante para a mobilização eleitoral.

Analistas políticos avaliam que a adesão do Podemos fortalece o campo governista e aumenta o desafio para a oposição liderada por Wellington Fagundes.

Ao mesmo tempo, a decisão demonstra a capacidade de articulação do grupo político que atualmente comanda o Estado e que busca manter a hegemonia conquistada nos últimos anos.

Cenário eleitoral segue em movimento

Embora o apoio do Podemos represente um avanço importante para o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta, o cenário político de Mato Grosso continua em constante transformação.

As definições sobre candidaturas ao Senado, alianças regionais e composições proporcionais ainda devem provocar novas movimentações nos próximos meses.

A disputa entre situação e oposição promete ser uma das mais intensas da história recente do Estado, envolvendo lideranças experientes, partidos estruturados e diferentes projetos para o futuro de Mato Grosso.













































Com a decisão anunciada por Max Russi, o tabuleiro político ganha uma nova configuração e confirma que as articulações para 2026 já entraram em uma fase decisiva.




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