Seja bem-vindo
Várzea Grande,06/08/2026

  • A +
  • A -

Abilio ataca aliança entre PL e MDB e afirma: “Juntar Jayme, Riva e Emanuel não ganha eleição”

Prefeito de Cuiabá endurece críticas ao acordo articulado por Wellington Fagundes e diz que população mato-grossense rejeita antigos grupos políticos nas eleições de 2026

Redação
Abilio ataca aliança entre PL e MDB e afirma: “Juntar Jayme, Riva e Emanuel não ganha eleição” Abilio ataca aliança entre PL e MDB e afirma: “Juntar Jayme, Riva e Emanuel não ganha eleição”

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom das críticas contra a aliança construída pelo senador Wellington Fagundes (PL) com o MDB, partido da deputada estadual Janaina Riva, e afirmou que o grupo formado por lideranças tradicionais da política mato-grossense não tem condições de vencer as eleições de 2026.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (5), durante conversa com a imprensa, em meio ao crescente desconforto dentro do Partido Liberal após a formalização da composição política entre Wellington e o MDB. O prefeito cuiabano classificou a estratégia como um erro eleitoral e afirmou que a população já demonstrou, nas últimas eleições, que deseja uma renovação nos quadros políticos do Estado.

“O povo não quer mais essa turma no poder. Juntar Jayme, Riva e Emanuel não ganha eleição. Quanto mais juntar porcaria num grupo, só vai perder. Se a intenção é perder, continua juntando toda essa turma aí”, declarou Abilio.

A fala expõe publicamente um racha dentro do PL e amplia as divergências entre lideranças bolsonaristas de Mato Grosso sobre o caminho que o partido deve seguir na disputa pelo Governo do Estado e pelas vagas ao Senado Federal em 2026.

Aliança provoca reação imediata

A união entre Wellington Fagundes e o MDB já vinha gerando desconforto entre importantes lideranças ligadas ao bolsonarismo em Mato Grosso. A aproximação foi vista por parte da base conservadora como uma contradição ao discurso de renovação política defendido pelo grupo nos últimos anos.

Além de Abilio Brunini, outros prefeitos influentes também demonstraram resistência ao acordo, entre eles a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira (PL).

Nos bastidores, lideranças bolsonaristas avaliam que a aliança pode afastar parte do eleitorado mais ideológico do PL, especialmente por envolver nomes historicamente ligados a grupos políticos tradicionais do Estado.

Abilio foi um dos primeiros a se manifestar publicamente contra a composição e, desde então, tem mantido críticas constantes ao projeto liderado por Wellington.

Referência às eleições de 2024

Durante a entrevista, o prefeito utilizou os resultados das eleições municipais de 2024 como exemplo para sustentar sua tese de que a população está rejeitando lideranças políticas tradicionais.

Abilio relembrou sua própria vitória em Cuiabá, quando derrotou o então candidato apoiado por grupos políticos consolidados na Capital, além de citar a vitória de Flávia Moretti em Várzea Grande.

Segundo ele, pesquisas eleitorais e analistas políticos apontavam cenários diferentes dos resultados observados nas urnas.

“Não ganhou em Cuiabá, não ganhou em Várzea Grande, não ganhou em Rondonópolis, não ganhou em Primavera do Leste. E não ganhará o Governo de Mato Grosso. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar”, afirmou.

O prefeito argumenta que o eleitorado vem demonstrando uma preferência crescente por candidatos identificados com a renovação política e alinhados ao campo conservador.

Citação a Jayme Campos, Janaina Riva e Emanuel Pinheiro

Em sua crítica, Abilio citou diretamente o senador Jayme Campos (União Brasil), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB).

Os três nomes representam importantes forças políticas dentro de Mato Grosso e possuem influência significativa em diferentes regiões do Estado.

Ao mencionar essas lideranças, o prefeito procurou associar a aliança liderada por Wellington a grupos políticos que, segundo ele, já foram rejeitados pelo eleitorado em pleitos recentes.

“O povo não quer mais essa turma. Pode reclamar o que for: o povo não quer mais essa turma no poder. E se acham que vão se juntar para voltar ao poder, não vai dar certo”, declarou.

A fala gerou repercussão imediata nos bastidores políticos e deve aumentar a tensão entre os grupos envolvidos na construção das chapas para 2026.

Wellington busca ampliar base eleitoral

Apesar das críticas, aliados de Wellington Fagundes defendem que a aproximação com o MDB tem como objetivo ampliar a base política e eleitoral necessária para enfrentar uma disputa estadual considerada uma das mais acirradas dos últimos anos.

A estratégia busca reunir diferentes correntes políticas em torno de um projeto comum para o Governo de Mato Grosso.

Defensores da composição argumentam que alianças amplas fazem parte do processo democrático e são fundamentais para garantir governabilidade e competitividade eleitoral.

No entanto, a resistência demonstrada por prefeitos e lideranças bolsonaristas indica que a construção desse consenso está longe de ser concluída.

O papel de Janaina Riva

A deputada estadual Janaina Riva surge como uma das principais beneficiadas pelo acordo político.

Considerada uma das parlamentares mais influentes da Assembleia Legislativa, Janaina é apontada como candidata competitiva para uma das vagas ao Senado Federal em 2026.

Sua aproximação com setores do PL amplia o alcance eleitoral da parlamentar e fortalece sua presença em regiões estratégicas do Estado.

Por outro lado, a resistência de parte da base bolsonarista demonstra que sua candidatura ainda enfrenta obstáculos dentro do campo conservador.

PL tenta conter crise interna

Diante da repercussão negativa entre algumas lideranças, a direção do Partido Liberal precisou atuar para evitar um aprofundamento do conflito interno.

Segundo informações divulgadas nos bastidores políticos, ficou definido que prefeitos e lideranças alinhadas ao bolsonarismo não serão obrigados a pedir votos para Janaina Riva ao Senado nem para Wellington Fagundes ao Governo do Estado.

A medida busca preservar a unidade partidária e evitar novos desgastes públicos.

Na prática, foi criada uma espécie de liberdade política para que lideranças municipais mantenham neutralidade em relação às candidaturas estaduais, reduzindo o risco de rompimentos dentro da legenda.

Cenário para 2026 permanece indefinido

Embora as articulações para as eleições de 2026 estejam avançando rapidamente, o cenário ainda está longe de uma definição.

A sucessão estadual deve envolver uma ampla disputa entre diferentes grupos políticos, com negociações, alianças e possíveis reconfigurações ao longo dos próximos meses.

As declarações de Abilio Brunini evidenciam que o debate não se limita à oposição e situação, mas também envolve divergências profundas dentro dos próprios grupos que compõem a direita mato-grossense.

Com a proximidade do período eleitoral, a tendência é que as disputas internas se intensifiquem, especialmente em torno das candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado.










































Enquanto isso, lideranças políticas seguem trabalhando nos bastidores para consolidar alianças, ampliar bases de apoio e construir projetos capazes de conquistar o eleitorado mato-grossense em uma das eleições mais aguardadas da história recente do Estado.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.