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Várzea Grande,06/08/2026

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PL libera prefeitos de neutralidade e expõe divisão interna na campanha de Wellington Fagundes em Mato Grosso

Decisão da direção nacional do partido permite que gestores municipais não façam campanha para Wellington Fagundes e Janaina Riva, desde que mantenham neutralidade

Redação
PL libera prefeitos de neutralidade e expõe divisão interna na campanha de Wellington Fagundes em Mato Grosso PL libera prefeitos de neutralidade e expõe divisão interna na campanha de Wellington Fagundes em Mato Grosso

A direção nacional do Partido Liberal (PL) decidiu liberar oficialmente os prefeitos da legenda em Mato Grosso da obrigação de fazer campanha para o senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado, e para a deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado na chapa apoiada pelo partido.

A decisão foi tomada após uma reunião realizada em Brasília e representa uma tentativa da cúpula nacional de conter a crise interna que se intensificou nos últimos dias em torno da aliança entre PL e MDB no estado.

Embora a coligação tenha sido mantida, o acordo reconhece a resistência de parte significativa das lideranças bolsonaristas mato-grossenses à composição firmada para as eleições de 2026.

Ausência de prefeitos já sinalizava desgaste

O enfraquecimento da candidatura de Wellington dentro do próprio partido ficou evidente durante a convenção estadual do PL.

Dos 22 prefeitos filiados à legenda em Mato Grosso, apenas quatro participaram do evento e subiram ao palanque ao lado do senador. A ausência de 18 gestores municipais chamou atenção nos bastidores e foi interpretada como um forte indicativo de insatisfação com a condução das articulações políticas.

Entre os prefeitos que já haviam manifestado apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) estão lideranças importantes do interior, como:



  • Cláudio Ferreira, prefeito de Rondonópolis;


  • Edilson Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis.

A partir da decisão nacional, esses gestores passam a ter respaldo oficial para permanecerem neutros durante a campanha.

Reunião em Brasília encerrou impasse

A definição ocorreu após uma reunião de emergência convocada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Participaram das discussões importantes lideranças da legenda em Mato Grosso, entre elas:



  • Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini;


  • Deputado federal José Medeiros;


  • Empresário Odílio Balbinotti Filho.

O encontro teve como objetivo evitar um agravamento da crise interna e impedir possíveis rupturas dentro do partido em pleno período eleitoral.

Neutralidade autorizada

Segundo o entendimento firmado, os prefeitos não serão obrigados a subir no palanque de Wellington Fagundes nem de Janaina Riva.

Em contrapartida, a direção nacional estabeleceu uma condição: os gestores devem manter postura de neutralidade, evitando declarações públicas de apoio ao governador Otaviano Pivetta ou ataques à chapa oficial do partido.

A medida busca preservar a unidade institucional da legenda, mesmo diante das divergências internas.

Janaina Riva no centro da crise

Grande parte da insatisfação dentro do PL está relacionada à aliança com o MDB.

A ala liderada por Abilio Brunini e José Medeiros argumenta que o MDB possui histórico de oposição ao bolsonarismo em diversas cidades de Mato Grosso e que a composição com Janaina Riva gera desconforto entre militantes e lideranças conservadoras.

O descontentamento aumentou após aproximações políticas do PL com nomes ligados ao MDB em municípios estratégicos, como:



  • Eduardo Botelho, em Cuiabá;


  • Kalil Baracat, em Várzea Grande;


  • Thiago Silva, em Rondonópolis;


  • Léo Bortolin, em Primavera do Leste.

Nos bastidores, integrantes do grupo avaliam que a aliança pode gerar desgaste junto ao eleitorado mais identificado com o bolsonarismo.

Grupo de Wellington defende composição

Por outro lado, aliados de Wellington Fagundes sustentam que a parceria com Janaina Riva amplia a competitividade eleitoral da chapa.

Entre os argumentos apresentados estão:



  • Maior tempo de rádio e televisão;


  • Ampliação da presença política no interior do estado;


  • Fortalecimento da estrutura partidária;


  • Contribuição para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Para esse grupo, a aliança representa uma estratégia eleitoral necessária para enfrentar a força do projeto liderado por Otaviano Pivetta.

Partido evita ruptura, mas divisão permanece

A decisão de Valdemar Costa Neto evita, ao menos por enquanto, uma ruptura formal dentro do PL de Mato Grosso.

Entretanto, a medida também oficializa um cenário de divisão interna que já vinha sendo observado nos bastidores da política estadual.

Enquanto Wellington Fagundes e Janaina Riva seguem como os candidatos oficialmente apoiados pelo partido, prefeitos e lideranças alinhadas ao grupo de Abilio Brunini ganham liberdade para permanecerem distantes da campanha majoritária sem sofrer punições partidárias.

Cenário segue indefinido

Com a campanha eleitoral se aproximando, a expectativa é que o comportamento dessas lideranças municipais tenha impacto direto na disputa pelo Palácio Paiaguás.

A força política dos prefeitos no interior poderá influenciar o desempenho dos candidatos em diversas regiões do estado, especialmente em municípios onde o apoio das administrações locais costuma desempenhar papel decisivo nas eleições.





































O acordo firmado em Brasília encerra momentaneamente a crise, mas deixa evidente que o PL entra na corrida eleitoral dividido entre diferentes estratégias e visões sobre o futuro político de Mato Grosso.




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