Jayme Campos é derrotado em convenção e fica fora da disputa pelo Governo de Mato Grosso
União Brasil decide apoiar projeto liderado por Otaviano Pivetta; resultado expõe racha interno e eleva temperatura da corrida eleitoral de 2026
Jayme Campos é derrotado em convenção e fica fora da disputa pelo Governo de Mato Grosso A convenção estadual do União Brasil realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá, marcou um dos momentos mais decisivos da pré-campanha eleitoral em Mato Grosso. Após uma disputa interna intensa, o senador Jayme Campos foi derrotado na votação dos convencionais e não será o candidato da legenda ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A maioria dos delegados optou por apoiar a composição política alinhada ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), consolidando a estratégia defendida pelo grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes.
A decisão encerra meses de articulações e disputas nos bastidores do partido. Jayme Campos defendia candidatura própria do União Brasil ao Palácio Paiaguás, enquanto outra ala da legenda trabalhava pela manutenção da aliança com o grupo governista. A votação ocorreu de forma secreta durante a convenção estadual.
Clima tenso e críticas após o resultado
Logo após a divulgação do resultado, o ambiente na convenção ficou marcado por forte tensão. Apoiadores de Jayme Campos reagiram com vaias e protestos, direcionando críticas à condução do processo e ao comando estadual do partido.
Em discurso emocionado, Jayme afirmou que nunca havia participado de uma convenção com características semelhantes e classificou o processo como "desigual" e "desonesto". O senador também sugeriu que houve influência de acordos políticos e articulações de bastidores durante a disputa interna.
A derrota representa um revés significativo para uma das maiores lideranças políticas da história de Mato Grosso. Ex-governador, ex-prefeito de Várzea Grande e atual senador, Jayme era apontado como um dos principais nomes da direita mato-grossense para disputar a sucessão estadual.
Mauro Mendes rebate acusações
Do outro lado, Mauro Mendes rejeitou as críticas e afirmou que todo o processo seguiu as regras estabelecidas pelo partido. Segundo ele, a convenção foi conduzida dentro da legalidade e a decisão refletiu a vontade da maioria dos convencionais.
Mauro também declarou que é natural haver insatisfação após uma derrota política, mas reforçou que o União Brasil escolheu manter coerência com o projeto político que governa Mato Grosso nos últimos anos.
Vitória fortalece Otaviano Pivetta
O grande beneficiado pela decisão foi o governador Otaviano Pivetta, que consolida sua posição como principal nome do grupo governista para a disputa ao Palácio Paiaguás em 2026. Com o apoio do União Brasil, Pivetta amplia sua base política e passa a contar com uma das estruturas partidárias mais fortes do estado.
A convenção também fortalece o projeto eleitoral de Mauro Mendes, que é apontado como pré-candidato ao Senado Federal e desempenhou papel central nas articulações que culminaram na derrota de Jayme Campos.
Futuro de Jayme ainda é incerto
Apesar da derrota, Jayme Campos continua sendo uma das figuras mais influentes da política mato-grossense. Nos bastidores, já existem especulações sobre possíveis novos caminhos para o senador dentro do processo eleitoral de 2026, incluindo uma eventual candidatura ao Senado ou novas articulações dentro da federação partidária.
O resultado da convenção deixa evidente que o União Brasil sai do evento dividido, com feridas abertas entre seus principais grupos políticos. A capacidade de recomposição interna será fundamental para o desempenho da legenda nas eleições do próximo ano.
Convenção pode redefinir cenário eleitoral
Mais do que uma simples disputa partidária, a derrota de Jayme Campos representa uma mudança importante no tabuleiro político de Mato Grosso. A decisão fortalece o bloco governista, redefine alianças e abre espaço para novos movimentos de adversários que buscam chegar ao Palácio Paiaguás.
Com a convenção encerrada, a corrida eleitoral de 2026 entra em uma nova fase, marcada por articulações, negociações e possíveis reacomodações dentro das principais forças políticas do estado.




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