Silval Barbosa pede ao STF parcelamento de dívida de R$ 23,4 milhões de acordo de delação
Ex-governador alega impossibilidade de pagamento integral imediato e solicita retomada do cronograma original
Silval Barbosa pede ao STF parcelamento de dívida de R$ 23,4 milhões de acordo de delação Cuiabá (MT) – O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa ingressou com pedido no Supremo Tribunal Federal para parcelar o pagamento de R$ 23,4 milhões restantes de seu acordo de colaboração premiada firmado em 2017. A solicitação foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli, relator do caso.
O movimento ocorre após decisão do magistrado, em dezembro de 2025, que determinou a quitação integral do valor em até 30 dias úteis — prazo considerado inviável pela defesa.
💰 Entenda a dívida
No acordo de delação, Silval se comprometeu a devolver mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso.
Até o momento:
- R$ 46,8 milhões já foram pagos, por meio da entrega de imóveis
- R$ 23,4 milhões permanecem em aberto, devendo ser quitados em dinheiro
O valor pendente deveria ter sido pago entre 2018 e 2022, em cinco parcelas anuais de aproximadamente R$ 4,7 milhões — o que não ocorreu.
⚖️ Argumento da defesa
Os advogados alegam que a determinação do STF concentrou, em um único momento, todas as parcelas vencidas ao longo dos anos, tornando o pagamento imediato inviável por falta de liquidez.
Segundo a petição:
A exigência de pagamento integral em prazo curto reúne obrigações acumuladas desde 2017, o que inviabiliza o cumprimento imediato.
A defesa também sustenta que:
- O ex-governador tentou quitar a dívida com oferta de imóveis adicionais
- Houve expectativa de aceitação dessa modalidade
- O valor pendente representa cerca de 30% do total do acordo, já majoritariamente cumprido
📑 O que Silval pede ao STF
O pedido central é a reconsideração da decisão de pagamento integral, com a retomada do modelo original:
- Pagamento em cinco parcelas anuais sucessivas
- Liberação de dados da conta judicial para início imediato dos depósitos
A defesa afirma que há intenção concreta de quitação integral, dentro de condições viáveis.
🕵️ A delação e os crimes confessados
Na colaboração premiada, Silval Barbosa revelou um amplo esquema de corrupção envolvendo sua gestão no governo estadual e também episódios ligados à administração do ex-governador Blairo Maggi.
Entre os pontos relatados:
- Pagamento de “mensalinho” a deputados estaduais
- Esquemas de corrupção sistêmica dentro da máquina pública
- Negociações políticas mediante vantagens indevidas
O ex-governador foi condenado a mais de 25 anos de prisão pelos crimes de:
- Organização criminosa
- Concussão
- Lavagem de dinheiro
Após cumprir parte da pena em regime fechado e domiciliar, ele obteve progressão para o regime semiaberto em 2020.
📊 Impacto e debate jurídico
O caso reacende discussões sobre:
- O cumprimento de acordos de colaboração premiada
- A flexibilidade do Judiciário diante de dificuldades financeiras dos delatores
- O equilíbrio entre punição, reparação do dano e efetividade dos acordos
Especialistas apontam que decisões desse tipo podem influenciar futuros acordos, especialmente em casos de grande repercussão e valores elevados.
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