Samir Japonês defende população acima da ideologia e diz que Várzea Grande está pronta para receber 700 casas do governo federal
Vereador do PL critica postura de Abílio Brunini e sugere que Várzea Grande abra as portas para os investimentos que Cuiabá rejeitar

📝 Por Redação | Várzea Grande Livre
Em meio a tensões políticas envolvendo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuiabá, o vereador Samir Abdallah, conhecido como Samir Japonês (PL), se posicionou de forma pragmática e direta: "Se Cuiabá não quiser as 700 casas, que mande para Várzea Grande. Nós sim queremos!"
A fala do vereador de Várzea Grande ocorre após o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciar que não receberá o presidente Lula para o lançamento de um novo empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de quase 700 unidades habitacionais na capital mato-grossense.
Apesar de também integrar o PL, partido de oposição ao governo federal, Samir adotou um tom conciliador e ressaltou que, independentemente de divergências ideológicas, o foco deve ser o benefício da população.
> “Nós precisamos sim, a sociedade precisa melhorar. Eu não acho que o Abílio esteja totalmente errado ao dizer que não precisamos politicamente do governo federal. Mas dizer que não precisamos de dinheiro do governo federal? Com todo respeito, não é bem assim”, ponderou o vereador.
População em primeiro lugar
Durante sua fala na Câmara Municipal, Samir mencionou matérias que abordam a situação difícil de diversas comunidades e projetos, como o Rodoanel, e usou o exemplo para criticar o boicote político.
> “Se os vereadores de Cuiabá não quiserem essas casas, que mandem para Várzea Grande. Tenho certeza de que a prefeita Flávia Moretti vai receber de braços abertos”, afirmou o parlamentar, em tom direto e propositivo.
Questionado se faria uma recepção de gala para Lula, Samir foi enfático:
> “Tapete vermelho, também não. Porque ideologicamente nosso pensamento é diferente. Mas as setecentas casas compensam um tapete vermelho, não compensam?”, foi questionado.
> “O que merece respeito é a população. Quem vai desfrutar dessas casas é o povo. E esse povo precisa de respeito e de moradia. Isso é o que importa”, respondeu.
Pragmatismo em meio à polarização
A fala de Samir evidencia uma linha política menos radicalizada e mais voltada às necessidades concretas dos cidadãos. Mesmo sendo de oposição, ele propôs que Várzea Grande aproveite oportunidades que outros municípios possam desperdiçar por motivações ideológicas.
O vereador não poupou críticas indiretas à polarização que tem marcado as relações entre o governo federal e prefeituras oposicionistas. “Não se trata de apoiar governo A ou B, se trata de trazer moradia para quem precisa”, reforçou.
Várzea Grande de braços abertos
A declaração de Samir também serve como um chamado à prefeita Flávia Moretti para se antecipar politicamente e buscar essas unidades habitacionais. A sinalização do vereador mostra abertura para o diálogo institucional com o governo federal, desde que seja em benefício direto da população várzea-grandense.
Neste cenário, Várzea Grande pode se beneficiar de um investimento milionário e resolver parte do déficit habitacional do município, caso a capital insista na recusa.
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