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Várzea Grande,08/08/2026

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Operação da PF provoca disputa política e adversários reivindicam autoria de denúncias contra Mauro Mendes

Investigação sobre suposto esquema envolvendo recursos da Oi repercute nacionalmente e acirra embate eleitoral em Mato Grosso

Redação
Operação da PF provoca disputa política e adversários reivindicam autoria de denúncias contra Mauro Mendes Operação da PF provoca disputa política e adversários reivindicam autoria de denúncias contra Mauro Mendes

A repercussão da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio milionário de recursos relacionados ao acordo da Oi em Mato Grosso provocou uma intensa disputa política entre adversários do então candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Em meio ao impacto da investigação, lideranças da oposição passaram a reivindicar a autoria das denúncias que teriam dado origem às apurações conduzidas pelas autoridades federais.

O caso ganhou destaque nacional e rapidamente se transformou em um dos principais temas do debate eleitoral mato-grossense, envolvendo candidatos ao Senado, ao Governo do Estado e importantes lideranças políticas que disputavam espaço nas eleições.

Pedro Taques afirma ter denunciado o caso

Um dos primeiros a se manifestar foi o ex-governador Pedro Taques, que também disputava uma vaga ao Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Taques afirmou que vinha denunciando o caso há anos e que nunca desistiu de buscar esclarecimentos sobre os recursos investigados.

Segundo ele, os valores questionados deveriam ter sido utilizados em áreas prioritárias da administração pública, como segurança, saúde e assistência à população.

Taques sustentou que os fatos precisavam ser apurados pelas autoridades competentes e reforçou o discurso de combate à corrupção, tema que marcou sua trajetória política.

Janaína Riva diz ter sido a primeira a denunciar

A deputada estadual Janaína Riva (MDB), também candidata ao Senado à época, declarou que foi a primeira liderança política a levar o caso ao conhecimento dos órgãos de controle.

Segundo a parlamentar, sua atuação teria contribuído diretamente para o avanço das investigações que culminaram na operação da Polícia Federal.

Janaína afirmou ainda que enfrentou perseguições políticas após apresentar questionamentos sobre o acordo envolvendo os recursos da empresa de telefonia e destacou que não recuou diante das pressões que, segundo ela, ocorreram nos bastidores.

A deputada aproveitou a repercussão da operação para defender maior fiscalização dos atos da administração pública e criticou o que classificou como influência excessiva de grupos políticos tradicionais sobre os rumos do Estado.

Antônio Galvan cobra apuração rigorosa

Outro candidato ao Senado naquele pleito, Antônio Galvan (Avante), também comentou o caso.

Galvan ressaltou que as denúncias já eram conhecidas há bastante tempo e defendeu uma investigação aprofundada para esclarecer todos os fatos.

Para ele, caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis devem responder pelos atos praticados, independentemente dos cargos ocupados.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil destacou que a transparência é fundamental para preservar a confiança da população nas instituições públicas.

Natasha critica modelo de gestão

A então candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), utilizou nota oficial para comentar a operação.

Sem citar detalhes específicos da investigação, a médica criticou o modelo administrativo adotado pelo grupo político que comandava o Estado, argumentando que a gestão beneficiava setores privilegiados enquanto deixava de atender demandas essenciais da população.

Natasha afirmou que Mato Grosso enfrentava problemas estruturais em áreas como saúde, educação e assistência social e defendeu mudanças profundas na forma de governar.

Júlio Campos ironiza operação

Mesmo dentro do União Brasil, partido de Mauro Mendes, a repercussão da operação evidenciou divisões internas.

O deputado estadual Júlio Campos publicou um vídeo nas proximidades da sede da Polícia Federal, em Cuiabá, fazendo comentários irônicos sobre a movimentação no local.

A manifestação foi interpretada por analistas políticos como mais um sinal do distanciamento entre o grupo liderado pelos irmãos Campos e a ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes.

Racha no União Brasil ganha força

A crise interna no União Brasil já vinha se desenhando antes mesmo da operação.

Durante as convenções partidárias daquele período, o partido viveu um intenso debate sobre quem deveria liderar o projeto político para o Governo do Estado.

O senador Jayme Campos defendia uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás, enquanto Mauro Mendes e seus aliados apoiavam a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão da legenda de não lançar Jayme Campos ao governo ampliou o desgaste entre os grupos e consolidou um racha que passou a ser percebido publicamente.

A operação da Polícia Federal acabou intensificando ainda mais esse cenário, oferecendo munição política tanto para adversários externos quanto para setores internos insatisfeitos com a condução partidária.

Caso amplia tensão eleitoral

Especialistas em ciência política avaliam que operações policiais envolvendo agentes públicos costumam provocar forte impacto no ambiente eleitoral, especialmente quando ocorrem durante períodos de campanha.

Além das consequências jurídicas, investigações dessa natureza frequentemente são utilizadas por adversários como instrumento de debate político, ampliando a disputa por narrativas perante a opinião pública.

No caso mato-grossense, a repercussão da investigação ultrapassou as fronteiras estaduais e passou a ocupar espaço nos principais veículos de comunicação do país, colocando Mato Grosso no centro das discussões políticas nacionais.

Enquanto os órgãos de controle e a Justiça seguem responsáveis pela análise dos fatos e eventuais responsabilizações, o episódio permanece como um dos capítulos mais marcantes da recente história política do Estado.

Repercussão continua

O avanço das investigações e seus desdobramentos continuam sendo acompanhados por lideranças políticas, instituições e pela sociedade civil.






































Independentemente do resultado final, o caso evidencia como denúncias, operações policiais e disputas eleitorais frequentemente se entrelaçam, influenciando o debate público e moldando os rumos da política mato-grossense.




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