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Várzea Grande,31/07/2026

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Convenção do União Brasil sepulta candidatura de Jayme Campos e consolida Pivetta como nome do grupo governista para 2026

Senador é derrotado por 30 votos a 19 em disputa interna marcada por tensão, acusações e demonstração de força política de Mauro Mendes

Redação
Convenção do União Brasil sepulta candidatura de Jayme Campos e consolida Pivetta como nome do grupo governista para 2026 Convenção do União Brasil sepulta candidatura de Jayme Campos e consolida Pivetta como nome do grupo governista para 2026

A convenção estadual do União Brasil realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá, entrou para a história recente da política mato-grossense ao encerrar uma das mais intensas disputas internas já vividas pela sigla. Após mais de cinco horas de votação secreta, a maioria dos convencionais decidiu rejeitar a tese defendida pelo senador Jayme Campos de candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e aprovou, por 30 votos a 19, o apoio ao projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para as eleições de 2026.

O resultado representa uma importante vitória política do ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, e uma derrota significativa para Jayme Campos, que buscava viabilizar sua volta à disputa pelo Palácio Paiaguás.

A votação também encerra meses de embates públicos, articulações de bastidores e divergências internas que vinham dividindo o partido.

Convenção começou sob clima de confronto

A tensão ficou evidente desde as primeiras horas do evento.

Jayme Campos chegou ao local da convenção acompanhado por um grande grupo de apoiadores e defendia que sua candidatura fosse aprovada por aclamação. O senador argumentava que o União Brasil possuía tamanho, estrutura e representatividade suficientes para lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

A proposta, porém, encontrou resistência direta de Mauro Mendes.

O presidente estadual da legenda apresentou oficialmente a tese de manutenção da aliança com Otaviano Pivetta e determinou que a decisão fosse tomada por meio de votação secreta, respeitando o estatuto partidário.

A medida desagradou aliados de Jayme e elevou ainda mais a temperatura do encontro.

Vitória de Mauro Mendes

Ao final da apuração, a estratégia de Mauro Mendes prevaleceu.

Dos 50 votos válidos registrados, 30 convencionais optaram por apoiar a continuidade do grupo governista ao lado de Pivetta. Outros 19 votaram pela candidatura própria defendida por Jayme Campos, enquanto um voto foi anulado.

O resultado foi interpretado por lideranças políticas como uma demonstração clara de que Mauro Mendes mantém amplo controle sobre as decisões internas do União Brasil em Mato Grosso.

Mais do que uma simples votação partidária, o processo acabou se transformando em uma disputa de liderança dentro da sigla.

Jayme critica processo

Logo após a divulgação do resultado, Jayme Campos fez duras críticas à condução da convenção.

O senador classificou o processo como "draconiano, desigual e desonesto", demonstrando insatisfação com a forma como a disputa foi conduzida.

Apesar das declarações, Mauro Mendes adotou um discurso conciliador ao comentar a derrota do correligionário.

"É natural que quem perde uma disputa tenha algum nível de ressentimento", afirmou o ex-governador.

Mauro também negou qualquer irregularidade e garantiu que todas as etapas seguiram rigorosamente as normas internas do partido.

Mauro descarta preocupação com possível rompimento

Questionado sobre a possibilidade de Jayme Campos buscar alianças com grupos adversários ou até mesmo apoiar o senador Wellington Fagundes (PL) na disputa estadual, Mauro Mendes demonstrou tranquilidade.

"Não tenho medo de nada. Os partidos são livres e as pessoas são livres para tomar o caminho que desejarem", declarou.

Nos bastidores, entretanto, a principal dúvida agora é qual será o posicionamento político de Jayme Campos daqui para frente.

Embora continue filiado ao União Brasil, aliados do senador admitem reservadamente que a relação entre os dois grupos saiu bastante desgastada após a convenção.

Mauro defende apoio a Pivetta

Durante seu discurso, Mauro Mendes justificou a decisão de apoiar Otaviano Pivetta com base na parceria construída ao longo de sua gestão.

Segundo ele, a escolha foi baseada na coerência política.

"O vice-governador esteve ao meu lado durante todo esse período, ajudou o governo e nunca criou dificuldades", afirmou.

Com a vitória da tese governista, Pivetta passa a ser oficialmente o principal nome do grupo para disputar a sucessão estadual em 2026.

Mauro é confirmado ao Senado

Além da definição sobre o Governo do Estado, a convenção também aprovou por aclamação a candidatura de Mauro Mendes ao Senado Federal.

As duas vagas de suplente da chapa foram mantidas em aberto e deverão ser utilizadas como instrumento de negociação política para ampliar a aliança eleitoral nos próximos meses.

União Brasil aprova chapas proporcionais

A convenção ainda homologou os pré-candidatos da legenda para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Entre os nomes aprovados para disputar vagas na Assembleia Legislativa estão os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos, além da vereadora Michelly Alencar e da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Cenira Evangelista.

Já para a Câmara Federal, foram confirmadas as pré-candidaturas de Fábio Garcia, Virginia Mendes e Gisela Simona, entre outros nomes.

Novo cenário político

Com a decisão desta quinta-feira, o cenário eleitoral de Mato Grosso começa a ganhar contornos mais claros para 2026.

Otaviano Pivetta emerge fortalecido como candidato do grupo governista, Mauro Mendes consolida sua caminhada rumo ao Senado e Jayme Campos sofre uma das derrotas políticas mais expressivas de sua trajetória recente.

O resultado também encerra, ao menos por enquanto, o impasse que vinha dividindo a principal força política do Estado.

Resta saber se a derrota será suficiente para afastar Jayme Campos do projeto governista ou se novas articulações conseguirão reconstruir a unidade do grupo antes do início oficial da campanha eleitoral.















































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