Quatro cães morrem em abrigo improvisado da Bem-Estar Animal em Cuiabá; caso gera polêmica e investigação
Prefeitura admite falta de espaço adequado para isolamento de animais, enquanto protetores denunciam condições precárias no local
Quatro cães morrem em abrigo improvisado da Bem-Estar Animal em Cuiabá; caso gera polêmica e investigação A morte de quatro cães filhotes abrigados em um espaço improvisado utilizado pela Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal de Cuiabá provocou forte repercussão e levantou questionamentos sobre as condições oferecidas aos animais acolhidos pelo município.
Os filhotes, diagnosticados com cinomose, estavam alojados em um barracão adaptado dentro da estrutura do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Três mortes foram registradas entre sábado (25) e domingo (26), enquanto o quarto animal morreu entre domingo e segunda-feira (27).
O caso gerou críticas de protetores independentes e entidades ligadas à causa animal, que apontam supostas falhas na estrutura utilizada para abrigar os cães.
Filhotes estavam isolados por causa da doença
Segundo informações divulgadas, aproximadamente 13 cães com diagnóstico de cinomose estavam no local.
A doença viral é altamente contagiosa entre cães e exige isolamento para evitar a disseminação para outros animais.
Por conta da falta de um espaço específico para esse tipo de atendimento, os filhotes foram encaminhados para um barracão que anteriormente era utilizado para acomodar animais de grande porte, como cavalos e bovinos.
A adaptação do ambiente passou a ser alvo de questionamentos após as mortes dos animais.
Protetores denunciam condições inadequadas
Representantes da causa animal que visitaram o local afirmam que o espaço apresentava condições inadequadas para a permanência dos filhotes.
Entre as reclamações estão a falta de ventilação adequada, acúmulo de fezes, iluminação insuficiente e suposto desligamento dos ventiladores instalados no barracão.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os cães abrigados em um ambiente fechado, o que aumentou a indignação de defensores dos animais e da população.
As entidades cobram esclarecimentos sobre a estrutura utilizada e pedem medidas urgentes para evitar novas ocorrências.
Prefeitura fala em possível sabotagem
A Prefeitura de Cuiabá reconheceu que atualmente enfrenta dificuldades relacionadas à falta de espaço apropriado para o isolamento de animais doentes.
No entanto, a administração municipal também levantou a hipótese de que os ventiladores possam ter sido desligados propositalmente por terceiros com o objetivo de prejudicar a gestão e responsabilizar o município pelas mortes.
Até o momento, essa suspeita não foi confirmada.
A prefeitura informou que aguarda o resultado das investigações para esclarecer o que realmente aconteceu dentro do espaço utilizado para o acolhimento dos animais.
Polícia Civil e Politec investigam o caso
Diante da repercussão do episódio, equipes da Polícia Judiciária Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram diligências no local.
Os órgãos irão analisar as condições do ambiente, verificar possíveis falhas estruturais e apurar as circunstâncias que levaram à morte dos animais.
A causa exata dos óbitos ainda não foi oficialmente confirmada.
Os laudos periciais deverão apontar se as mortes foram provocadas exclusivamente pela evolução da doença ou se fatores externos contribuíram para o agravamento do quadro clínico dos filhotes.
Prefeito anuncia mudanças na estrutura
Após a repercussão do caso, o prefeito Abilio Brunini realizou uma vistoria no Centro de Zoonoses.
Durante a visita, anunciou que pretende reorganizar os espaços atualmente utilizados pela Secretaria de Bem-Estar Animal e pelo Centro de Controle de Zoonoses.
Segundo o prefeito, a medida busca melhorar a estrutura disponível para acolhimento e tratamento dos animais atendidos pelo município.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre como ocorrerá essa reorganização nem qual será o novo local destinado às equipes atualmente instaladas na área.
Caso reacende debate sobre políticas de proteção animal
A morte dos filhotes reacendeu o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura voltada ao atendimento veterinário e ao acolhimento de animais em situação de vulnerabilidade.
Protetores defendem a criação de espaços adequados para quarentena, tratamento e recuperação de cães e gatos resgatados, especialmente aqueles acometidos por doenças contagiosas.
Enquanto as investigações seguem em andamento, entidades de proteção animal aguardam respostas das autoridades e cobram medidas efetivas para garantir melhores condições de acolhimento aos animais atendidos pelo poder público.




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