Fazendeira acusada de mandar matar advogado por dívida milionária continuará presa, decide STJ
Investigada pela morte do advogado José Antonio Silva, a fazendeira Cleusa Bianchini teve pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça e seguirá presa enquanto responde ao processo.
Fazendeira acusada de mandar matar advogado por dívida milionária continuará presa, decide STJ A fazendeira Cleusa Bianchini, acusada de ser uma das mandantes do assassinato do advogado José Antonio Silva, conhecido como “Doutor Pinga”, continuará presa preventivamente. A decisão foi tomada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, que negou o pedido da defesa para que a investigada respondesse ao processo em liberdade.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, o crime teria sido motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 milhões em honorários advocatícios cobrados judicialmente pela vítima após atuar em uma ação envolvendo uma propriedade rural.
Defesa alegou excesso de prazo na prisão
No recurso apresentado ao STJ, os advogados de Cleusa argumentaram que a acusada está presa preventivamente há mais de um ano sem que o julgamento tenha sido concluído.
A defesa também destacou a idade da investigada e sustentou que a demora no andamento do processo configuraria excesso de prazo, justificando a substituição da prisão por medidas cautelares ou a concessão da liberdade provisória.
No entanto, ao analisar o pedido, o ministro Herman Benjamin entendeu que não existem, neste momento, elementos suficientes para apontar ilegalidade evidente na manutenção da prisão preventiva.
Com isso, o pedido foi rejeitado e a acusada permanecerá detida até nova análise do caso pela Corte.
Ministro destacou que mérito ainda será julgado
Na decisão, o presidente do STJ ressaltou que a análise realizada foi preliminar e que o mérito do recurso ainda será examinado pelos ministros responsáveis pelo julgamento.
Até que haja uma decisão definitiva sobre o pedido apresentado pela defesa, Cleusa Bianchini continuará presa preventivamente.
Advogado foi morto a tiros em Mato Grosso
O advogado José Antonio Silva foi assassinado a tiros em 2025, no município de Nova Ubiratã, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá.
O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso após as investigações apontarem uma suposta motivação financeira por trás do crime e a participação de diversas pessoas no planejamento e execução do homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima representou judicialmente Cleusa Bianchini em uma disputa envolvendo uma propriedade rural. Após a conclusão do processo, o advogado passou a cobrar judicialmente os honorários que, segundo as investigações, somavam cerca de R$ 4,5 milhões.
Polícia aponta crime encomendado
Conforme a apuração policial, integrantes da família teriam decidido eliminar a cobrança judicial por meio da contratação de terceiros para executar o advogado.
As investigações indicam que o homicídio foi planejado e executado por um grupo de pessoas, todas posteriormente denunciadas pelo Ministério Público por suposta participação no caso.
A polícia sustenta que a morte do profissional teria sido encomendada para evitar o pagamento da dívida milionária.
Acusações ainda serão analisadas pela Justiça
Apesar das denúncias apresentadas pelo Ministério Público, os fatos ainda serão analisados pelo Poder Judiciário durante a instrução processual.
Os acusados seguem respondendo às acusações com garantia do direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme prevê a legislação brasileira.
O caso continua em tramitação e novas decisões judiciais devem definir os próximos passos do processo envolvendo a morte do advogado em Nova Ubiratã.




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