Babá é presa por suspeita de tortura contra bebê de cinco meses em Gaúcha do Norte
Mãe percebeu lesões no rosto da criança durante visita para amamentação; perícia descartou versão apresentada pela investigada
Babá é presa por suspeita de tortura contra bebê de cinco meses em Gaúcha do Norte Uma mulher de 23 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, suspeita de praticar o crime de tortura contra uma bebê de apenas cinco meses de idade no município de Gaúcha do Norte. A prisão ocorreu após investigações apontarem que a criança sofreu lesões enquanto estava sob os cuidados exclusivos da suspeita, que trabalhava como babá da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o caso veio à tona na última terça-feira (14), quando a mãe da criança foi até a residência da investigada para amamentar a filha e percebeu diversas lesões no rosto da bebê.
Preocupada com a situação, a mãe procurou imediatamente atendimento médico. Após avaliação clínica, os profissionais descartaram a hipótese de uma queda acidental, devido à presença de múltiplas lesões na região craniofacial da criança.
A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Gaúcha do Norte apurou que, no momento em que os ferimentos teriam sido provocados, a babá estava sozinha com a bebê, não havendo indícios da participação de outras pessoas.
Durante o interrogatório, a suspeita afirmou que as marcas poderiam ter sido causadas pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, alegando que a criança teria adormecido sobre o equipamento. Entretanto, a versão foi rejeitada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Segundo o laudo preliminar, as lesões foram provocadas por ação contundente na região da cabeça da vítima, sendo incompatíveis com marcas produzidas por cintos de segurança ou outros dispositivos de contenção infantil.
Diante das evidências reunidas durante as diligências, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/1997.
A suspeita foi encaminhada para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.




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