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Várzea Grande,05/05/2026

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Saúde na Escola reforça vacinação e avaliação nutricional de crianças em Várzea Grande

Ação da rede municipal identifica baixa cobertura vacinal entre crianças de 2 a 3 anos e alerta para a importância da prevenção na primeira infância

Secom VG
Saúde na Escola reforça vacinação e avaliação nutricional de crianças em Várzea Grande Saúde na Escola reforça vacinação e avaliação nutricional de crianças em Várzea Grande

Com foco na prevenção e no cuidado integral à infância, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande intensificou as ações do Projeto Saúde na Escola, levando serviços essenciais diretamente às unidades de ensino da rede pública. Nesta segunda-feira (4), a iniciativa foi realizada no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Senador Jonas Pinheiro, no bairro Manga, atendendo dezenas de crianças com avaliação nutricional e verificação da carteira de vacinação.

A ação incluiu pesagem, medição de altura e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), além da conferência das cadernetas de vacinação e administração de vitamina A. O objetivo é identificar precocemente possíveis déficits nutricionais e garantir que o esquema vacinal das crianças esteja atualizado.

Baixa adesão acende alerta

Apesar da relevância da iniciativa, a adesão dos responsáveis ainda preocupa. Das 85 crianças matriculadas na unidade, menos da metade participou da ação, devido à ausência de autorização dos pais ou responsáveis.

A diretora da unidade, Jucielle de Souza Lima, destacou que a baixa participação reflete uma falta de conscientização sobre a importância do acompanhamento de saúde na primeira infância.

A situação é considerada crítica, especialmente porque esse tipo de ação facilita o acesso das famílias aos serviços básicos de saúde, eliminando a necessidade de deslocamento até unidades de atendimento.

Vacinação em atraso preocupa profissionais

Durante a triagem, equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) Binoca Maria da Costa identificaram falhas importantes na cobertura vacinal, principalmente entre crianças de 2 a 3 anos — faixa etária considerada altamente vulnerável a doenças respiratórias.

Segundo a enfermeira responsável, Jéssica Alves, a imunização contra a influenza tem sido um dos principais pontos de atenção. Logo no início da ação, ao menos quatro crianças foram identificadas sem a vacina contra a gripe, mesmo com doses disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde do município.

A profissional reforça que a resistência ou negligência por parte dos responsáveis pode expor as crianças a riscos evitáveis, especialmente em períodos de maior circulação de vírus.

Monitoramento nutricional e riscos silenciosos

Além da vacinação, o acompanhamento do estado nutricional também revelou pontos de atenção. Crianças com IMC abaixo do recomendado para a idade foram identificadas e terão acompanhamento orientado pelas equipes de saúde.

O monitoramento nutricional na infância é fundamental para prevenir problemas de desenvolvimento, dificuldades cognitivas e até doenças crônicas no futuro. A identificação precoce permite intervenções rápidas e mais eficazes.

Bolsa Família exige acompanhamento

Outro fator relevante é que a atualização da carteira de vacinação e o acompanhamento nutricional são exigências obrigatórias para a manutenção do benefício do Bolsa Família. O descumprimento dessas condicionalidades pode resultar em bloqueio ou suspensão do auxílio.

Nesse contexto, especialistas apontam que a baixa adesão às ações de saúde pode ter impacto direto não apenas na saúde das crianças, mas também na renda das famílias.

Integração entre saúde e educação

A ação contou com a participação de acadêmicos de Medicina do Projeto Extensionista Integrador (PEI), do Univag, reforçando a integração entre ensino superior, saúde pública e educação básica.

Esse modelo de atuação amplia a capacidade de atendimento e contribui para a formação prática dos futuros profissionais, ao mesmo tempo em que fortalece a rede de cuidado no município.

Desafio estrutural e necessidade de conscientização

O cenário exposto pela ação revela um desafio que vai além da oferta de serviços: a necessidade urgente de conscientização da população. Mesmo com estrutura disponível, equipes capacitadas e ações descentralizadas, a baixa participação compromete a efetividade das políticas públicas.

Garantir que as crianças tenham acesso à vacinação e ao acompanhamento nutricional não é apenas uma responsabilidade do poder público, mas também das famílias.

A ampliação dessas ações, aliada a campanhas educativas mais incisivas, pode ser determinante para reverter esse quadro e assegurar uma infância mais saudável para as futuras gerações de Várzea Grande.


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