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Várzea Grande,18/04/2026

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Projeto que resgata animais em Várzea Grande ganha reforço com campanha contra maus-tratos

Abril Laranja mobiliza poder público, voluntários e população em ação inédita voltada à causa animal no município

Secom VG
Projeto que resgata animais em Várzea Grande ganha reforço com campanha contra maus-tratos Projeto que resgata animais em Várzea Grande ganha reforço com campanha contra maus-tratos

Em meio a uma realidade ainda marcada por abandono, fome e doenças, iniciativas de proteção animal começam a ganhar força em Várzea Grande. O Projeto Pet VG, que atua no resgate e cuidado de cães e gatos em situação de vulnerabilidade, passa a contar com o apoio da campanha Abril Laranja, promovida pela Prefeitura Municipal como forma de combater os maus-tratos e ampliar a conscientização da população.

Atualmente, cerca de 70 animais estão sob os cuidados do projeto, número que já chegou a aproximadamente 100 em momentos de maior demanda. A situação, no entanto, segue preocupante. Segundo a responsável pela iniciativa, Janaína Freire, os desafios são constantes e vão além do resgate.

“A maior necessidade hoje é por ração, medicamentos básicos e apoio para castração. Infelizmente, ainda vemos muitos casos de abandono de animais doentes, o que agrava ainda mais o cenário”, relata.


A campanha Abril Laranja surge como um marco na política pública municipal voltada à causa animal, sendo a primeira iniciativa oficial com esse foco em Várzea Grande. Coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, a ação tem como principal objetivo sensibilizar a população sobre a responsabilidade coletiva no cuidado com os animais.

De acordo com a gerente de Educação Ambiental da pasta, Luana Gabriela dos Santos Rosa, o problema ultrapassa a esfera da proteção animal e atinge diretamente a saúde pública.

“O abandono de animais também representa um risco sanitário. Estamos falando de doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos, além da proliferação descontrolada de animais nas ruas. Por isso, a conscientização é fundamental”, explica.

Durante todo o mês de abril, a campanha tem promovido uma série de ações práticas e educativas. Entre elas, a arrecadação de insumos essenciais para manutenção dos animais resgatados, como rações, produtos de limpeza, toalhas e cobertores. Os pontos de coleta foram distribuídos em locais estratégicos da cidade, incluindo a sede da Secretaria de Meio Ambiente, a Prefeitura de Várzea Grande e empresas parceiras.

Além das doações, a campanha também aposta na educação como ferramenta de transformação social. Palestras estão sendo realizadas em escolas municipais, com participação de médicos veterinários, abordando temas como guarda responsável, bem-estar animal e prevenção de maus-tratos.

“Acreditamos que a mudança começa pela base. Quando as crianças aprendem sobre respeito e cuidado com os animais, elas levam esse conhecimento para dentro de casa e ajudam a construir uma nova cultura”, destaca Luana.

O ponto alto da campanha está previsto para o próximo dia 25 de abril, com a realização de uma feira de adoção no Ginásio Fiotão. O evento reunirá cães e gatos disponíveis para adoção responsável, além de oferecer vacinação antirrábica gratuita para animais da população.

A expectativa é de que a ação não apenas encontre novos lares para os animais resgatados, mas também fortaleça o vínculo entre a sociedade e a causa animal, promovendo um senso maior de responsabilidade coletiva.

Para quem pretende adotar, o alerta é direto: trata-se de um compromisso de longo prazo. Alimentação, cuidados veterinários, atenção e afeto fazem parte da rotina de quem decide acolher um animal.

“Adotar é um ato de amor, mas também de responsabilidade. O animal depende totalmente do tutor. É preciso ter consciência antes de tomar essa decisão”, reforça Janaína.

Apesar dos avanços, o cenário ainda exige atenção contínua. A ausência histórica de políticas públicas estruturadas para a causa animal em Várzea Grande contribuiu para o aumento de casos de abandono e maus-tratos ao longo dos anos. Agora, com a implementação de campanhas como o Abril Laranja, abre-se um novo caminho — ainda inicial, mas necessário.

Mais do que arrecadar doações, a campanha busca provocar uma mudança cultural. A proposta é clara: combater a negligência, incentivar a denúncia de maus-tratos e reforçar que o cuidado com os animais não é apenas uma escolha individual, mas uma responsabilidade social.


A continuidade e ampliação de ações como essa serão determinantes para transformar a realidade no município. Enquanto isso, projetos independentes como o Pet VG seguem na linha de frente, enfrentando diariamente uma demanda crescente e contando, muitas vezes, apenas com o apoio da população.

A pergunta que fica é direta: até quando a causa animal dependerá exclusivamente do esforço voluntário para sobreviver.

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