CEO da Alpargatas, dona da Havaianas, integrou o Conselhão de Lula
Ligação do executivo com órgão do governo federal ampliou críticas após campanha publicitária gerar boicote e acusação de viés político
CEO da Alpargatas, dona da Havaianas, integrou o Conselhão de Lula A Alpargatas, empresa responsável pela marca Havaianas, voltou ao centro do debate público após a repercussão negativa de uma campanha publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres. A polêmica ganhou novos contornos após a confirmação de que o CEO da companhia, Liel Marcio Cintra Miranda, integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como “Conselhão”, do governo do presidente Lula (PT), entre os anos de 2023 e 2024.
Campanha publicitária e início da controvérsia
A crise teve início após a divulgação de um vídeo institucional de fim de ano da Havaianas. Na peça, a atriz afirma não desejar que o público “comece o ano com o pé direito”, frase que, apesar de inserida em um contexto publicitário, foi interpretada por parte do público como uma indireta política.
Em um ambiente de forte polarização ideológica, a mensagem rapidamente ultrapassou o campo do marketing e passou a ser associada a posicionamento político, gerando críticas intensas nas redes sociais.
Reação nas redes e bloqueio de comentários
Logo após a publicação, internautas alinhados à direita passaram a acusar a marca de “lacração” e de utilizar publicidade comercial para transmitir mensagens ideológicas. O volume de críticas aumentou de forma expressiva, levando a Havaianas a bloquear os comentários em seu perfil no Instagram.
A decisão de restringir a interação foi interpretada como tentativa de conter a crise, mas acabou ampliando ainda mais o debate e fortalecendo pedidos de boicote à marca.
Boicote e discurso do “quem lacra não lucra”
Com a repercussão negativa, consumidores e influenciadores passaram a defender publicamente o boicote à Havaianas. O lema “quem lacra não lucra” foi amplamente utilizado como forma de protesto contra o que foi interpretado como politização da campanha.
O movimento ganhou força com manifestações de lideranças conservadoras, que defenderam que empresas devem manter neutralidade política e respeitar a diversidade ideológica de seus consumidores.
Ligação do CEO com o governo Lula
A polêmica ganhou maior intensidade após a divulgação de que Liel Marcio Cintra Miranda, atual CEO da Alpargatas, integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo do governo federal, durante os anos de 2023 e 2024.
Embora o conselho tenha caráter consultivo e não executivo, críticos passaram a utilizar a ligação do CEO com o governo Lula como argumento para reforçar a narrativa de alinhamento político da empresa, ampliando o desgaste da imagem institucional da Alpargatas e da Havaianas.
Silêncio institucional e impactos
Até o momento, a Alpargatas não divulgou nota oficial esclarecendo a intenção da campanha nem comentando a participação de seu CEO no conselho do governo federal em relação à publicidade veiculada.
Especialistas avaliam que o caso serve de alerta para grandes empresas sobre os riscos de comunicação em um cenário político altamente polarizado, onde campanhas publicitárias podem ser rapidamente reinterpretadas e gerar impactos diretos na reputação corporativa.
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