Hamas exige libertação de palestinos presos para aceitar trégua e propõe cessar-fogo permanente
Grupo condiciona entrega de reféns e corpos à retirada total de tropas israelenses da Faixa de Gaza e ao fim definitivo da guerra
O que está acontecendo? O grupo palestino Hamas apresentou uma contraproposta ao plano de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, aceito por Israel, impondo novas exigências para um acordo. Em troca da libertação de reféns israelenses, o Hamas quer a soltura de centenas de prisioneiros palestinos, a retirada completa das tropas de Israel da Faixa de Gaza e a formalização de um cessar-fogo permanente.
A contraproposta foi divulgada neste sábado (31), poucos dias após o governo de Israel sinalizar apoio a uma proposta dos EUA que prevê uma trégua de 60 dias e a troca escalonada de reféns por presos palestinos. A oferta norte-americana incluía a libertação de 125 palestinos condenados à prisão perpétua e outros 1.111 detentos, em troca da entrega de todos os reféns sob custódia do Hamas, sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023.
No entanto, o Hamas considera insuficientes as garantias presentes na proposta norte-americana e exige medidas mais amplas. Entre os principais pontos apresentados pelo grupo estão:
A libertação de 10 reféns vivos e a entrega de 18 corpos israelenses;
A soltura de prisioneiros palestinos, incluindo líderes importantes e mulheres;
A retirada total e imediata das forças israelenses de Gaza;
A formalização de um cessar-fogo permanente;
A ampliação do acesso humanitário à população da Faixa de Gaza.
Segundo o comunicado do Hamas, a intenção é "alcançar uma solução justa e duradoura que encerre as agressões, preserve os direitos do povo palestino e garanta a reconstrução de Gaza". O grupo também reiterou que está disposto a negociar a partir de parâmetros que respeitem o fim da ocupação e os direitos históricos do povo palestino.
Do lado israelense, ainda não houve uma resposta oficial à contraproposta. Contudo, fontes ligadas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmaram à imprensa local que Israel “não aceitará uma trégua que signifique a sobrevivência militar do Hamas” e que manterá suas operações até a desarticulação completa do grupo.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 israelenses morreram em ataques terroristas e cerca de 251 pessoas foram sequestradas, das quais dezenas ainda permanecem como reféns. A resposta militar de Israel resultou em uma devastação sem precedentes em Gaza, com mais de 54 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo próprio Hamas.
Organizações humanitárias e agências da ONU alertam para o agravamento da crise na região, especialmente com o colapso do sistema de saúde, a escassez de alimentos, água potável e energia. O apelo por um cessar-fogo definitivo tem sido reiterado por líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o secretário-geral da ONU, António Guterres.
A mediação entre as partes segue sendo conduzida pelo Catar, Egito e pelos Estados Unidos, que buscam alinhar as demandas para pôr fim ao maior confronto entre Israel e o Hamas desde a criação do Estado de Israel em 1948. As negociações seguem tensas e imprevisíveis, com possibilidade de novas escaladas caso o impasse permaneça.
Enquanto o mundo observa com atenção, cresce a pressão internacional por uma solução pacífica, capaz de interromper o ciclo de violência e garantir a retomada da dignidade e dos direitos humanos para civis palestinos e israelenses.
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