Josevan Santos
Lula apoia regime do Irã e expõe mais uma vez o alinhamento com ditaduras
Declarações reforçam o alinhamento do governo com regimes autoritários e levantam questionamentos sobre os valores defendidos por Lula.
Em mais um movimento controverso na política externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou apoio ao regime do Irã — uma teocracia autoritária, marcada por perseguições, censura, repressão contra mulheres e opositores. A declaração, feita em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, reforça a guinada ideológica do governo petista e acende o alerta sobre os rumos da diplomacia brasileira.
Em entrevista concedida durante a Cúpula do G77 + China em Havana, no ano passado, Lula defendeu o direito do Irã de desenvolver seu programa nuclear e criticou sanções impostas pelos Estados Unidos e países do Ocidente. Na ocasião, ele afirmou:
“O Irã tem o direito de enriquecer urânio como qualquer outro país.”
— Lula, em discurso oficial (set. 2023)
A fala, embora antiga, voltou à tona recentemente após o governo brasileiro manter uma postura ambígua diante dos ataques do Irã contra Israel. Enquanto diversas democracias do mundo condenaram o lançamento de mísseis iranianos, o Brasil optou por uma nota genérica, sem citar diretamente o regime de Teerã.
Não é de hoje que Lula flerta com regimes questionáveis. Durante seus dois mandatos anteriores e também no atual, o presidente buscou aproximação com Nicolás Maduro (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua) e Miguel Díaz-Canel (Cuba) — todos líderes que comandam regimes autoritários, com histórico de violações de direitos humanos.
Para os críticos, o apoio ao Irã expõe uma visão ideológica que coloca o Brasil ao lado de ditaduras e contra democracias liberais. Além disso, contraria os interesses da maioria da população brasileira, majoritariamente cristã, democrática e defensora da liberdade de expressão.
Enquanto o país enfrenta desafios internos como desemprego, insegurança e corrupção, Lula opta por se alinhar a regimes que perseguem mulheres por não cobrirem o cabelo e que condenam opositores à morte. A pergunta que fica é: que tipo de valores esse governo pretende representar?



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