Do L ao Euro: Fernanda Lima crítica Brasil após fazer o L na campanha
Atriz que apoiou Lula nas eleições agora comenta a crise econômica do Brasil enquanto vive confortavelmente em Portugal
Atriz Fernanda Lima fazendo o LA atriz Fernanda Lima, que durante as eleições de 2022 não escondeu seu apoio entusiástico ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva — inclusive fazendo o célebre “L” com as mãos em sinal de militância —, agora parece ter mudado o discurso. Em recente entrevista a um programa de televisão, a artista revelou que decidiu deixar o Brasil por estar preocupada com a crise econômica e a insegurança no país.
Instalada confortavelmente em Portugal, onde vive com a família em um dos destinos favoritos da elite brasileira, Fernanda Lima agora aponta justamente os problemas que muitos críticos do atual governo já alertavam antes mesmo da eleição. O que chama atenção, no entanto, é a mudança de tom. De protagonista nas redes sociais durante a campanha eleitoral, quando atacava adversários políticos e defendia com veemência a volta do PT ao poder, a atriz hoje adota um discurso mais distanciado — e geograficamente também.
Durante a campanha, Fernanda chegou a participar de vídeos, postagens e eventos que visavam mobilizar artistas e influenciadores em torno da candidatura de Lula. O argumento? Combater o que considerava retrocessos, defender a democracia e reconstruir o país. Agora, porém, reconhece publicamente que o Brasil passa por um momento difícil — exatamente o cenário que muitos já previam como consequência de um governo marcado por promessas vagas, alta carga tributária, descontrole fiscal e leniência com a criminalidade.
A crítica vinda de quem antes fazia parte da linha de frente do ativismo pró-Lula soa, para muitos, como ironia. Afinal, é fácil apontar falhas quando se está longe delas. Mais fácil ainda quando se vive em um dos países mais seguros e organizados da Europa.
A declaração de Fernanda Lima evidencia uma desconexão crescente entre parte da classe artística e a realidade da maioria dos brasileiros, que, diferentemente dela, não têm a opção de “recomeçar” em outro país. Para muitos, sua fala soa como mais um exemplo da incoerência de quem milita em época de eleição, mas abandona o barco quando as consequências aparecem.



COMENTÁRIOS