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Várzea Grande,10/08/2026

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Criança leva veneno de rato para escola em Cuiabá e sete alunos são encaminhados para atendimento médico

Caso ocorreu em unidade da rede municipal no bairro Alvorada; seis crianças permanecem em observação e aluno que levou a substância apresentou quadro mais significativo

Redação
Criança leva veneno de rato para escola em Cuiabá e sete alunos são encaminhados para atendimento médico Criança leva veneno de rato para escola em Cuiabá e sete alunos são encaminhados para atendimento médico

Uma ocorrência envolvendo crianças da educação infantil mobilizou equipes da Saúde e da Educação de Cuiabá na manhã desta segunda-feira (10). Sete alunos da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, localizada no bairro Alvorada, precisaram ser encaminhados para atendimento médico após terem contato com uma substância identificada preliminarmente como veneno de rato.

O caso aconteceu antes do início das atividades em sala de aula e gerou preocupação entre pais, responsáveis e profissionais da unidade escolar. De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Cuiabá, as crianças receberam atendimento imediato e foram encaminhadas para unidades de saúde da Capital, onde permanecem sob acompanhamento médico.

Apesar do susto, a administração municipal informou que todas as crianças estão fora de perigo e que as equipes seguem monitorando a situação.

Ocorrência aconteceu antes do início das aulas

Segundo informações apuradas, o episódio ocorreu no pátio da escola, enquanto os estudantes aguardavam para entrar nas salas de aula.

Ainda não há detalhes oficiais sobre como a substância chegou à unidade escolar, mas as primeiras informações apontam que uma das crianças teria levado o produto de casa e o compartilhado com colegas.

Assim que funcionários da escola perceberam a situação, medidas de emergência foram adotadas para garantir a segurança dos estudantes.

As equipes escolares acionaram imediatamente os serviços de saúde e iniciaram os protocolos de atendimento para evitar possíveis complicações decorrentes do contato com a substância.

A rápida atuação dos profissionais foi fundamental para que as crianças recebessem assistência médica especializada em curto espaço de tempo.

Sete crianças foram encaminhadas para atendimento

Após a identificação da ocorrência, os sete alunos envolvidos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro.

No local, as crianças passaram por avaliação médica, receberam os primeiros cuidados e permaneceram sob observação.

Posteriormente, seis estudantes foram encaminhados ao Centro Médico Infantil (CMI), referência em atendimento pediátrico na Capital.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, esses alunos apresentavam quadro estável, permaneciam conscientes e não demonstravam sintomas considerados graves.

Ainda assim, os médicos optaram por mantê-los em observação para monitoramento preventivo.

Informações repassadas pelas equipes de saúde apontam que algumas crianças apresentaram sintomas leves, como sonolência e desconforto estomacal.

Nenhum dos pacientes apresentou risco iminente de morte.

Criança que levou a substância apresentou quadro mais significativo

Entre os sete alunos atendidos, a criança apontada como responsável por levar o material para a escola apresentou um quadro considerado mais relevante pelos profissionais de saúde.

Após avaliação inicial na UPA Morada do Ouro, o estudante foi transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece sob acompanhamento especializado.

No hospital, a criança recebe monitoramento toxicológico para avaliação dos efeitos da substância e acompanhamento clínico contínuo.

A Prefeitura não divulgou detalhes sobre a idade do aluno nem sobre seu estado clínico específico, alegando respeito ao sigilo médico e à proteção da identidade da criança.

Até a última atualização oficial, o estudante permanecia estável.

Pais ficaram apreensivos com a situação

A notícia rapidamente se espalhou entre familiares e moradores da região, provocando apreensão entre os pais dos estudantes.

A analista Vitória Cristina, mãe de um aluno da unidade escolar, relatou que soube do ocorrido por meio de grupos de mensagens antes mesmo de receber qualquer comunicação oficial.

Segundo ela, a falta de informações imediatas gerou preocupação.

“Eu fiquei imediatamente com medo, porque eu não sabia como tinha começado, se tinha entregue somente em uma sala ou se eles tinham entregue no pátio. As chances de o meu filho ter tido contato com o veneno são grandes, se foi fora da sala de aula”, afirmou.

Ao chegar à escola, Vitória recebeu a informação de que seu filho não havia tido contato com a substância.

Mesmo assim, decidiu levá-lo para casa por precaução.

Comunicação com os pais gera debate

O episódio também levantou questionamentos sobre a comunicação entre a unidade escolar e as famílias.

Segundo a mãe entrevistada, situações envolvendo substâncias tóxicas exigem que os responsáveis sejam informados o mais rapidamente possível.

“Acredito que deveriam ter avisado, até porque veneno é uma coisa pequena, pode ser passado na mão de várias crianças, e é um assunto bem delicado”, disse.

Outros pais também optaram por retirar seus filhos mais cedo da escola para observação em casa.

A preocupação principal era identificar possíveis sintomas que pudessem surgir horas após o contato com a substância.

Especialistas alertam que casos envolvendo intoxicação infantil exigem atenção imediata, mesmo quando os sintomas iniciais parecem leves.

Prefeitura afirma que crianças estão fora de perigo

Em nota oficial, a Prefeitura de Cuiabá informou que todas as medidas necessárias foram adotadas assim que a situação foi identificada.

O município destacou que as equipes das Secretarias Municipais de Saúde e Educação atuaram de forma integrada para garantir atendimento rápido e eficiente.

Segundo a administração municipal, as crianças receberam assistência médica adequada e permanecem acompanhadas por profissionais especializados.

A Prefeitura reforçou ainda que, até o momento, todas estão fora de perigo.

O comunicado também destacou que informações adicionais sobre diagnósticos e procedimentos não serão divulgadas em razão do sigilo médico e da necessidade de preservar a identidade das crianças envolvidas.

Casos de intoxicação infantil preocupam especialistas

Embora situações como essa sejam consideradas incomuns dentro do ambiente escolar, especialistas alertam que produtos utilizados para controle de pragas representam um dos principais riscos de intoxicação infantil no Brasil.

Substâncias conhecidas popularmente como veneno de rato podem causar reações graves dependendo da composição química e da quantidade ingerida ou manipulada.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Sonolência;
  • Dor abdominal;
  • Tontura;
  • Alterações neurológicas;
  • Sangramentos, em casos mais graves.

Por esse motivo, qualquer suspeita de contato com substâncias tóxicas deve ser tratada como emergência médica.

Escola deve reforçar orientações preventivas

Após o episódio, a expectativa é que a rede municipal intensifique ações educativas voltadas à prevenção de acidentes envolvendo produtos perigosos.

Especialistas em educação infantil destacam que a orientação às famílias é uma ferramenta fundamental para evitar situações semelhantes.

Produtos tóxicos devem permanecer armazenados em locais inacessíveis às crianças e sempre fora do alcance de menores.

Além disso, pais e responsáveis devem orientar os filhos sobre os riscos de transportar qualquer tipo de substância desconhecida para o ambiente escolar.

A escola também poderá revisar protocolos internos de prevenção e segurança para reduzir riscos futuros.

Investigação deve esclarecer como substância chegou à escola

Embora a prioridade neste momento seja o acompanhamento das crianças, a situação deverá ser analisada pelas autoridades competentes para identificar as circunstâncias da ocorrência.

O objetivo será compreender como o material chegou à unidade escolar e se houve falhas que permitiram o acesso da criança ao produto.

As informações levantadas poderão auxiliar na adoção de novas medidas preventivas tanto no ambiente familiar quanto no ambiente educacional.

Enquanto isso, equipes das Secretarias Municipais de Saúde e Educação seguem acompanhando os estudantes e prestando suporte às famílias envolvidas.

Comunidade escolar acompanha recuperação dos alunos

A ocorrência gerou grande repercussão entre moradores do bairro Alvorada e entre pais de estudantes da rede municipal.

Ao longo do dia, familiares buscaram informações sobre o estado de saúde das crianças e acompanharam as atualizações divulgadas pelos órgãos públicos.

Apesar do susto e da preocupação inicial, o fato de todas as crianças estarem fora de risco trouxe alívio para a comunidade escolar.

A expectativa agora é que os alunos recebam alta médica nos próximos dias, caso continuem apresentando evolução satisfatória.

Enquanto isso, a escola mantém contato com as famílias e acompanha o desdobramento do caso juntamente com as equipes de saúde do município.




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