Alonso mantém motivação e projeta continuidade na Fórmula 1 mesmo aos 44 anos
Veterano espanhol afirma que ainda se sente competitivo e não descarta seguir na categoria além de 2026, apesar das dificuldades enfrentadas pela Aston Martin
Alonso mantém motivação e projeta continuidade na Fórmula 1 mesmo aos 44 anos O experiente piloto Fernando Alonso voltou a demonstrar que ainda não pensa em encerrar sua trajetória na Fórmula 1. Prestes a completar 45 anos em julho, o bicampeão mundial afirmou que segue motivado para continuar competindo e espera que a atual temporada não seja sua despedida da principal categoria do automobilismo.
A declaração foi dada durante o Grande Prêmio Histórico de Mônaco, realizado no último sábado (25), onde Alonso falou abertamente sobre sua relação com o esporte e a dificuldade que será tomar a decisão de parar.
“Eu amo o que faço. Corro desde os três anos de idade, são mais de quatro décadas dedicadas ao automobilismo. Quando esse momento chegar, será uma decisão muito difícil”, afirmou o piloto espanhol.
Motivação segue alta, apesar da idade
Mesmo com a longevidade na carreira — algo raro na Fórmula 1 moderna — Alonso garantiu que ainda se sente em alto nível competitivo. Segundo ele, o fator determinante para uma eventual aposentadoria não é a idade, mas sim a perda de motivação, algo que, neste momento, está longe de acontecer.
“Eu ainda me sinto competitivo, motivado e feliz ao dirigir. O tempo vai dizer quando será a hora, mas hoje não sinto que esse momento chegou”, completou.
Desempenho da Aston Martin influencia decisão
Atualmente defendendo a Aston Martin F1 Team, Alonso vive um cenário bem diferente do esperado para a temporada 2026. Após fortes investimentos, incluindo a chegada do renomado engenheiro Adrian Newey e a parceria com a Honda, a equipe não conseguiu transformar expectativa em desempenho.
O carro AMR26 apresentou sérios problemas já na pré-temporada, especialmente relacionados à confiabilidade e desempenho geral. Durante os testes no Bahrein, a equipe precisou encerrar suas atividades horas antes do previsto devido a falhas mecânicas.
Entre os principais desafios está a vibração excessiva do motor à combustão, que, segundo Newey, chega a afetar até mesmo os nervos das mãos dos pilotos. O problema também compromete outros componentes do carro, como a bateria, impactando diretamente a performance em pista.
Resultados abaixo do esperado aumentam pressão
Os reflexos dessas dificuldades já aparecem nos resultados. Em três corridas disputadas até o momento, Alonso conseguiu completar apenas o Grande Prêmio do Japão, terminando na 18ª posição. Seu companheiro de equipe, Lance Stroll, ainda não conseguiu concluir nenhuma prova na temporada.
Além dos problemas mecânicos, a equipe também enfrenta limitações no chassi, considerado abaixo do nível das principais concorrentes do grid.
Futuro depende de reação da equipe
No ano passado, Alonso já havia indicado que sua permanência na Fórmula 1 estaria diretamente ligada ao desempenho da equipe. A lógica era clara: encerrar a carreira em alta, caso tivesse um carro competitivo, ou continuar tentando caso os resultados não fossem satisfatórios.
Diante do atual cenário, a segunda hipótese parece ganhar força.
Mesmo assim, o espanhol mantém a confiança de que a Aston Martin F1 Team possa evoluir ao longo da temporada e voltar a disputar posições mais relevantes.
O último pódio de Alonso foi no Grande Prêmio de São Paulo 2023, enquanto sua última vitória na Fórmula 1 remonta ao Grande Prêmio da Espanha 2013.
Experiência pode ser diferencial
Com uma das carreiras mais longevas e respeitadas da história da Fórmula 1, Alonso segue como uma das vozes mais influentes do paddock. Sua permanência na categoria não depende apenas de resultados, mas também de sua capacidade de adaptação e contribuição técnica para o desenvolvimento das equipes.
Enquanto o futuro ainda é incerto, uma coisa é clara: Fernando Alonso não está pronto para dizer adeus.
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