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Várzea Grande,03/03/2026

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Combate à violência doméstica começa dentro de casa, afirma delegada em Mato Grosso

Coordenadora destaca papel decisivo da família no rompimento do ciclo de agressões e defende mudança cultural na educação

Secom/MT
Combate à violência doméstica começa dentro de casa, afirma delegada em Mato Grosso Combate à violência doméstica começa dentro de casa, afirma delegada em Mato Grosso

Várzea Grande / Cuiabá – 02 de março de 2026

A família é o primeiro e mais importante suporte para mulheres que sofrem violência doméstica. A avaliação é da delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis no Governo de Mato Grosso, que defende uma mobilização coletiva para romper o ciclo de agressões que, segundo ela, costuma começar de forma silenciosa e evoluir para situações cada vez mais graves.

Em entrevista divulgada pela Secretaria de Estado de Comunicação de Mato Grosso, a delegada ressaltou que, na maioria dos casos, a vítima não procura imediatamente uma delegacia. Antes disso, busca apoio emocional em alguém de confiança.

“Geralmente a vítima procura primeiro alguém do seu círculo de convivência antes de recorrer a uma instituição formal. Esse primeiro contato é decisivo para que ela se sinta encorajada a buscar ajuda”, afirmou.


Mudanças de comportamento são sinais de alerta

De acordo com a coordenadora, familiares precisam estar atentos a alterações comportamentais que podem indicar violência doméstica. Entre os principais sinais estão:

  • Isolamento social repentino

  • Rompimento de vínculos com amigos e familiares

  • Mudança na forma de se vestir para esconder possíveis marcas

  • Ansiedade constante ou medo excessivo

  • Alterações bruscas de personalidade

A delegada também alerta para discursos que, muitas vezes, acabam desestimulando a denúncia. Frases como “ele vai mudar”, “isso é só uma fase” ou “pense nos seus filhos” podem reforçar a permanência da vítima em um relacionamento abusivo.

Segundo ela, a violência contra a mulher segue um ciclo progressivo: começa com controle emocional e psicológico, avança para ameaças e pode culminar em agressões físicas graves ou até feminicídio.

“É um ciclo contínuo e progressivo. Quando não é interrompido, tende a se intensificar”, destacou.


Responsabilidade coletiva e mudança cultural

Para Mariell Antonini, o enfrentamento à violência doméstica não é apenas uma atribuição das forças de segurança. Trata-se de uma responsabilidade social ampla.

Ela aponta que padrões culturais ainda presentes na formação familiar contribuem para relações desiguais. Em muitos lares, homens são incentivados ao comando e à liderança, enquanto mulheres são direcionadas ao cuidado da casa e da família.

“Quando se constrói a ideia de que o homem tem mais poder dentro da família, isso pode gerar uma percepção de superioridade que se reflete em relações abusivas”, explicou.

A delegada defende que a educação dentro do ambiente familiar inclua:

  • Ensino sobre respeito às diferenças

  • Desenvolvimento do controle emocional

  • Resolução de conflitos por meio do diálogo

  • Compreensão de que frustrações fazem parte da vida

“A violência nunca pode ser vista como solução para problemas. Essa transformação começa dentro de casa”, afirmou.


Autonomia feminina é fator decisivo

Outro ponto considerado estratégico é a independência financeira da mulher. A dependência econômica do agressor é um dos principais entraves para o rompimento do ciclo de violência.

Programas de capacitação profissional, acesso ao mercado de trabalho e fortalecimento da rede de proteção são apontados como ferramentas fundamentais para garantir segurança e autonomia às vítimas.


Rede de proteção

Em Mato Grosso, o atendimento às vítimas ocorre por meio das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, além do suporte psicossocial e jurídico oferecido por órgãos da rede de proteção.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, canal nacional que funciona 24 horas por dia, gratuitamente e com sigilo garantido.

A orientação das autoridades é clara: o silêncio protege o agressor. O apoio da família pode salvar vidas.



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