Investigador da Polícia Civil é preso por corrupção e venda de informações sigilosas em Mato Grosso
Servidor foi detido em posto de combustível em Colíder e transferido para presídio militar em Chapada dos Guimarães
Investigador da Polícia Civil é preso por corrupção e venda de informações sigilosas em Mato Grosso O investigador Cleber Figueiredo, de 48 anos, da Polícia Civil de Mato Grosso, foi preso na terça-feira (3) em um posto de combustíveis no centro de Colíder, durante operação da Corregedoria da instituição. Ele é investigado por corrupção passiva, concussão, violação de sigilo funcional e tentativa de fraude processual, em crimes que teriam ocorrido na região de Alta Floresta.
Prisão em operação da Corregedoria
A prisão foi realizada em cumprimento a mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop, após investigação interna conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
De acordo com informações do processo, o investigador vinha sendo monitorado por suspeita de utilizar o cargo público para obter vantagens financeiras ilícitas, por meio da comercialização de informações sigilosas e interferência em procedimentos policiais.
A abordagem ocorreu em local público, na região central de Colíder, e contou com acompanhamento da defesa do servidor.
Crimes investigados
Segundo os autos, Cleber Figueiredo é investigado pelos seguintes crimes:
Corrupção passiva;
Concussão (exigência de vantagem indevida);
Violação de sigilo funcional;
Tentativa de fraude processual.
As investigações indicam que ele teria repassado dados confidenciais de investigações e procedimentos policiais a terceiros, em troca de benefícios financeiros.
Para os investigadores, as práticas configuram grave violação dos deveres funcionais e comprometem a credibilidade da instituição.
Quebra de sigilos e investigação financeira
A decisão judicial autorizou uma ampla apuração da vida financeira e digital do servidor. A juíza Laura Dorilêo Cândido determinou a quebra do sigilo bancário por meio do sistema Sisbajud.
Os dados financeiros serão analisados pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que irá cruzar movimentações bancárias em busca de indícios de recebimento de propina.
Além disso, o telefone celular apreendido com o investigador passará por perícia, após autorização judicial para acesso aos dados telemáticos. A suspeita é que o aparelho tenha sido utilizado para intermediar negociações ilícitas.
Apreensão de arma e condução ao presídio
No momento da prisão, Cleber estava portando uma pistola Glock e munições pertencentes à Polícia Civil. O material foi recolhido pela Corregedoria.
Após os procedimentos iniciais, ele foi encaminhado para a Cadeia de Custódia de Chapada dos Guimarães, unidade destinada à custódia de servidores da área de segurança pública.
A transferência segue protocolo aplicado a policiais presos preventivamente, visando garantir segurança e separação do sistema prisional comum.
Parecer do Ministério Público
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva, argumentando que o simples afastamento do cargo não seria suficiente para impedir a continuidade das supostas práticas criminosas.
Segundo o MP, a liberdade do investigado poderia representar risco à ordem pública, à produção de provas e ao andamento das investigações.
Audiência de custódia
Na quarta-feira (4), o investigador passou por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça decidiu manter a prisão preventiva.
A defesa apresentou pedido de prisão domiciliar, que deverá ser analisado nos próximos dias, após manifestação do promotor de Justiça da comarca de Colíder.
Até o momento, o servidor permanece afastado de suas funções.
Nota oficial da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil confirmou a prisão do servidor e informou que a ação decorre de investigação conduzida pela Delegacia Regional de Alta Floresta.
Segundo a instituição, o caso demonstra o compromisso com a legalidade e com o combate a desvios de conduta dentro da corporação.
A corporação também destacou que procedimentos administrativos disciplinares deverão ser instaurados paralelamente ao processo criminal.
Impacto institucional
Casos envolvendo policiais investigados por corrupção costumam gerar forte repercussão interna e externa, por afetarem diretamente a imagem das forças de segurança.
Especialistas em segurança pública apontam que ações rigorosas da Corregedoria são fundamentais para preservar a confiança da população e fortalecer o combate ao crime organizado.
A Polícia Civil reforçou que denúncias sobre desvios podem ser encaminhadas pelos canais oficiais e serão apuradas com rigor.
Andamento do processo
O inquérito segue em fase de aprofundamento, com análise de documentos, movimentações bancárias, mensagens e depoimentos.
A depender do resultado das investigações, o servidor poderá responder a ação penal, além de processo administrativo que pode resultar em demissão.
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