A instabilidade que custa caro a Várzea Grande
or que a troca constante de secretários enfraquece o governo e prejudica toda a cidade
A instabilidade que custa caro a Várzea Grande A mais recente troca de secretário em Várzea Grande reacende um problema que já se tornou marca registrada da atual gestão: a instabilidade administrativa. Em vez de consolidar equipes técnicas, comprometidas com políticas públicas de longo prazo, o governo segue uma linha de substituições sucessivas que fragilizam o planejamento, reduzem a eficiência e abrem espaço para decisões guiadas mais por interesses pessoais do que pelo interesse coletivo.
1. O custo político e institucional da instabilidade
A troca frequente de secretários — especialmente em áreas estratégicas — mina um dos pilares fundamentais de qualquer governo funcional: a estabilidade.
Sem estabilidade, não há continuidade; sem continuidade, nenhuma política pública se sustenta.
Um secretário mal começa a compreender os desafios da pasta e já é substituído. Projetos param, licitações atrasam, equipes mudam de direção, metas são abandonadas — e quem paga a conta é a população.
Governos sérios e tecnicamente robustos escolhem seus secretários por competência, currículo e capacidade de gestão, não por conveniência política ou afinidades pessoais. Quando a caneta da prefeita Flávia Moretti troca secretários como quem troca assessores, transmite ao servidor, ao cidadão e ao mercado uma mensagem perigosa:
não há rumo definido.
2. Decisões guiadas pelo humor político — e não pela técnica
Um governo municipal precisa ser conduzido com base em planejamento, diagnóstico e resultados, não em impulsos ou disputas internas.
Quando a prefeita muda secretários porque não gostou de algum posicionamento, porque houve discordância interna ou porque a pasta não atendeu uma vontade imediata, o processo democrático se enfraquece.
Secretário não é decorativo.
Secretário não está ali para agradar.
Secretário existe para fazer gestão, para enfrentar problemas, para dizer "não" quando necessário, para apontar caminhos que às vezes contrariem interesses políticos — mas que beneficiem a cidade.
Ao punir vozes técnicas e premiar obediência cega, a prefeita perde o que existe de mais valioso em uma gestão pública moderna: a autonomia dos especialistas.
3. O impacto direto na população
A cada mudança:
programas são interrompidos,
prioridades mudam,
servidores entram em incerteza,
parcerias são desfeitas,
ações emergenciais atrasam.
Isso afeta saúde, educação, infraestrutura, assistência social, segurança patrimonial — e a sensação geral é de que Várzea Grande está sempre “recomeçando”.
Um município do porte e da relevância de Várzea Grande não pode viver eternamente em modo de improviso.
4. O que Várzea Grande precisa de verdade
Para avançar, o município precisa de três pilares:
a) Secretários técnicos
Gente experiente, que conheça o setor, os dados, a legislação e o funcionamento do sistema público — não apenas aliados políticos.
b) Estabilidade administrativa
Mandatos longos dentro das secretarias geram visão estratégica, continuidade de programas e melhor execução de orçamento.
c) Autonomia e critérios claros
Secretários devem ter liberdade para agir tecnicamente, sem medo de desagradar a prefeita.
5. Uma gestão que governa consigo mesma
A crítica mais profunda que emerge desse cenário é simples:
um governo que troca secretários a todo momento não troca só nomes — troca também de direção, de prioridades e de credibilidade.
E, ao fazer isso, cria uma bolha de insegurança que afasta investidores, desmobiliza servidores e enfraquece a confiança da população.
A mensagem é dura, mas necessária:
governo que não confia nos seus próprios secretários dificilmente consegue a confiança do povo.
Conclusão
Várzea Grande não precisa de rotatividade.
Precisa de seriedade.
Precisa de planejamento.
Precisa de gestores técnicos com autonomia para trabalhar — e não de secretários que vivam sob a sombra da vontade momentânea da prefeita Flávia Moretti.
Enquanto a gestão seguir tratando cargos estratégicos como peças descartáveis, a cidade continuará pagando caro pela instabilidade que paralisa o desenvolvimento.
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