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Várzea Grande,24/02/2026

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A instabilidade que custa caro a Várzea Grande

or que a troca constante de secretários enfraquece o governo e prejudica toda a cidade

Redação
A instabilidade que custa caro a Várzea Grande A instabilidade que custa caro a Várzea Grande

A mais recente troca de secretário em Várzea Grande reacende um problema que já se tornou marca registrada da atual gestão: a instabilidade administrativa. Em vez de consolidar equipes técnicas, comprometidas com políticas públicas de longo prazo, o governo segue uma linha de substituições sucessivas que fragilizam o planejamento, reduzem a eficiência e abrem espaço para decisões guiadas mais por interesses pessoais do que pelo interesse coletivo.


1. O custo político e institucional da instabilidade

A troca frequente de secretários — especialmente em áreas estratégicas — mina um dos pilares fundamentais de qualquer governo funcional: a estabilidade.

Sem estabilidade, não há continuidade; sem continuidade, nenhuma política pública se sustenta.

Um secretário mal começa a compreender os desafios da pasta e já é substituído. Projetos param, licitações atrasam, equipes mudam de direção, metas são abandonadas — e quem paga a conta é a população.

Governos sérios e tecnicamente robustos escolhem seus secretários por competência, currículo e capacidade de gestão, não por conveniência política ou afinidades pessoais. Quando a caneta da prefeita Flávia Moretti troca secretários como quem troca assessores, transmite ao servidor, ao cidadão e ao mercado uma mensagem perigosa:

não há rumo definido.


2. Decisões guiadas pelo humor político — e não pela técnica

Um governo municipal precisa ser conduzido com base em planejamento, diagnóstico e resultados, não em impulsos ou disputas internas.

Quando a prefeita muda secretários porque não gostou de algum posicionamento, porque houve discordância interna ou porque a pasta não atendeu uma vontade imediata, o processo democrático se enfraquece.

Secretário não é decorativo.

Secretário não está ali para agradar.

Secretário existe para fazer gestão, para enfrentar problemas, para dizer "não" quando necessário, para apontar caminhos que às vezes contrariem interesses políticos — mas que beneficiem a cidade.

Ao punir vozes técnicas e premiar obediência cega, a prefeita perde o que existe de mais valioso em uma gestão pública moderna: a autonomia dos especialistas.


3. O impacto direto na população

A cada mudança:



  • programas são interrompidos,




  • prioridades mudam,




  • servidores entram em incerteza,




  • parcerias são desfeitas,




  • ações emergenciais atrasam.



Isso afeta saúde, educação, infraestrutura, assistência social, segurança patrimonial — e a sensação geral é de que Várzea Grande está sempre “recomeçando”.

Um município do porte e da relevância de Várzea Grande não pode viver eternamente em modo de improviso.


4. O que Várzea Grande precisa de verdade

Para avançar, o município precisa de três pilares:

a) Secretários técnicos

Gente experiente, que conheça o setor, os dados, a legislação e o funcionamento do sistema público — não apenas aliados políticos.

b) Estabilidade administrativa

Mandatos longos dentro das secretarias geram visão estratégica, continuidade de programas e melhor execução de orçamento.

c) Autonomia e critérios claros

Secretários devem ter liberdade para agir tecnicamente, sem medo de desagradar a prefeita.


5. Uma gestão que governa consigo mesma

A crítica mais profunda que emerge desse cenário é simples:

um governo que troca secretários a todo momento não troca só nomes — troca também de direção, de prioridades e de credibilidade.

E, ao fazer isso, cria uma bolha de insegurança que afasta investidores, desmobiliza servidores e enfraquece a confiança da população.

A mensagem é dura, mas necessária:

governo que não confia nos seus próprios secretários dificilmente consegue a confiança do povo.


Conclusão

Várzea Grande não precisa de rotatividade.

Precisa de seriedade.

Precisa de planejamento.

Precisa de gestores técnicos com autonomia para trabalhar — e não de secretários que vivam sob a sombra da vontade momentânea da prefeita Flávia Moretti.

Enquanto a gestão seguir tratando cargos estratégicos como peças descartáveis, a cidade continuará pagando caro pela instabilidade que paralisa o desenvolvimento.










































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