Parada cardiorrespiratória: qual o papel do enfermeiro e do técnico de enfermagem nas situações de emergência?

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Várzea Grande,09/06/2026

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Parada cardiorrespiratória: qual o papel do enfermeiro e do técnico de enfermagem nas situações de emergência?

Atuação em praças cardiorrespiratórias é regida por lei e exige preparo técnico, agilidade e coordenação entre os profissionais de enfermagem


Parada cardiorrespiratória: qual o papel do enfermeiro e do técnico de enfermagem nas situações de emergência?

Durante uma parada cardiorrespiratória (PCR), cada segundo conta. Mas você sabe exatamente qual o papel do enfermeiro e do técnico de enfermagem em uma situação como essa? Conforme a Lei nº 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem no Brasil, cada profissional tem atribuições específicas e complementares na assistência de emergência. Entenda como funcionam essas funções e a importância da atuação coordenada para salvar vidas.

A praça cardiorrespiratória é um ambiente de atuação emergencial montado para a assistência imediata a uma vítima em parada cardíaca ou respiratória. Nesse cenário, a resposta rápida e organizada da equipe de enfermagem é vital, e cada membro possui responsabilidades bem definidas pela legislação profissional.


O que diz a Lei da Enfermagem?

A Lei nº 7.498/1986 e o Decreto nº 94.406/87, que a regulamenta, são os principais marcos legais da profissão. Nela, estão definidos os campos de atuação dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. No contexto de uma emergência como uma PCR, destaca-se o artigo 11 da Lei, que trata das atividades privativas do Enfermeiro 

Função do enfermeiro na parada cardiorrespiratória:

De acordo com a legislação, são atividades privativas do enfermeiro:

Planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar os serviços de enfermagem;

Prescrever cuidados de enfermagem;

Prestar assistência direta ao paciente grave e com risco de vida.

Na prática, durante uma praça cardiorrespiratória, o enfermeiro é o líder da equipe de enfermagem. Suas funções incluem:

1. Avaliação inicial da vítima (nível de consciência, pulso e respiração);

2. Coordenação das manobras de RCP (reanimação cardiopulmonar), incluindo orientação da equipe;

3. Administração de medicamentos de emergência, quando protocolado;

4. Monitoramento dos sinais vitais durante e após a reanimação

5. Registro de todos os procedimentos e evolução da PCR;

6. Comunicação com equipe médica ou regulação, se necessário.

O enfermeiro é o elo entre a equipe técnica e o suporte avançado de vida.

Função do técnico de enfermagem na parada cardiorrespiratória:

Segundo o artigo 10 da mesma Lei, o técnico de enfermagem atua sob supervisão do enfermeiro, prestando cuidados de enfermagem de média complexidade.

Durante uma praça cardiorrespiratória, suas funções incluem:

1. Iniciar manobras de RCP básica, como compressões torácicas e ventilação com bolsa-válvula-máscara;

2. Monitorar oxigenação e instalar oxigenoterapia;

3. Preparar materiais e medicamentos conforme solicitação do enfermeiro ou médico;

4. Auxiliar na intubação orotraqueal, fornecendo o material necessário;

5. Realizar punção venosa (se habilitado);

6. Registrar dados de sinais vitais, tempo da parada e retorno da circulação espontânea (RCE);

7. Acompanhar o paciente durante o transporte, mantendo os cuidados de suporte básico.


O técnico é essencial para manter a continuidade das manobras e suporte à vida.

A importância da atuação coordenada

Embora o enfermeiro detenha a liderança técnica e científica, o trabalho em equipe é o que garante a eficácia da praça cardiorrespiratória. A falta de sincronia pode comprometer o tempo de resposta e, consequentemente, o prognóstico do paciente.

Para garantir a qualidade da assistência, os profissionais devem ser treinados regularmente, conhecer os protocolos de RCP atualizados (como os da American Heart Association – AHA) e manter seus registros no Conselho Regional de Enfermagem (COREN) atualizados e válidos.

Capacitação e ética: bases da atuação segura

Ambos os profissionais devem seguir os princípios do Código de Ética da Enfermagem, que destaca a responsabilidade técnica, o dever de agir com competência, e a valorização da vida. O treinamento contínuo em suporte básico e avançado de vida é obrigatório em muitos serviços de saúde, e uma exigência de responsabilidade legal.

Conclusão

O papel do enfermeiro e do técnico de enfermagem em uma praça cardiorrespiratória vai muito além da execução de técnicas. Trata-se de uma atuação estratégica, ética e legalmente amparada, onde cada segundo pode significar a vida ou a morte de uma pessoa. Respeitar os limites de atuação e valorizar o trabalho em equipe é fundamental para uma enfermagem cada vez mais forte e comprometida com a sociedade.

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